Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Os destinos entrelaçados de Alcolumbre e a agenda de reformas

Entre ocupar ministério ou ser vice de Bolsonaro, senador, de saída do comando da casa, almeja alçar voos mais altos e fazer parte da articulação do governo

Por Victor Irajá, Felipe Mendes
Atualizado em 14 jan 2021, 04h01 - Publicado em 13 jan 2021, 13h46

Na busca de dar vazão à agenda do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro vem se movimentando para consolidar o apoio no Congresso Nacional. Com o programa parado graças às eleições que definirão a sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) às presidências da Câmara e do Senado, respectivamente, Bolsonaro atua sem alarde para angariar o parlamento. Como antecipou VEJA, o presidente ofereceu cargos de ministro a Alcolumbre. Segundo parlamentares próximos ao senador, ministérios como o do Desenvolvimento Regional, comandado por Rogério Marinho; o de Minas e Energia, de Bento Albuquerque; ou a Secretaria de Governo, sob a batuta de Luiz Eduardo Ramos, estão no páreo.

Alcolumbre vem repetindo aos colegas que não vê a saída de Marinho como ponto pacífico. O ministro é querido por Bolsonaro e sente-se seguro no cargo, segundo auxiliares do Ministério do Desenvolvimento Regional, apesar de viver às turras com Guedes. Alcolumbre pode não fazer questão de assumir o posto de Marinho, mas cresceu os olhos sobre a possibilidade de preencher a vaga de Ramos. De acordo com pessoas próximas ao senador, a grande vocação do atual presidente do Senado é fazer política, e, na pasta, ele teria em mãos a definição do Orçamento e o capital político para articular em torno das reformas administrativa e tributária. Na presidência do Senado, Alcolumbre atuou na construção de interlocução com o governo para a aprovação da Reforma da Previdência, promulgada em 2019 e que era um dos alicerces da política reformista do governo.

Mas Alcolumbre sonha mais alto. O atual presidente do Senado conta com a condução de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) ao posto que ocupa. Ele calcula ter entre 42 e 48 votos para o pleito. Com o comando do Senado, se não virar ministro, Alcolumbre espera ganhar corpo para ocupar a vaga de vice-presidente em uma chapa de reeleição junto a Bolsonaro em 2022, com a premissa de ser o homem do Congresso Nacional responsável pela articulação do governo.

Ele vem trabalhando para que o presidente o convide para compor a aliança — Bolsonaro, por exemplo, declarou apoio a seu irmão, Josiel Alcolumbre, nas eleições municipais em Macapá. Não é de hoje que Bolsonaro e o vice-presidente, Hamilton Mourão, não se bicam. Alcolumbre pode conseguir avanços na agenda de reformas e vê no posto a possibilidade de construir uma base mais sólida de apoio ao presidente Bolsonaro.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.