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Operadora TIM pede desculpas a jornalista da ‘Economist’

Correspondente da revista britânica no Brasil sofreu com a má qualidade dos serviços de telefonia móvel no país

Por Da Redação - 18 Apr 2013, 17h31

No dia 11 de abril, Helen Joyce, correspondente da revista ‘The Economist’ no Brasil, publicou um texto no site da publicação que falava de suas desventuras com a TIM no país. Dentre os problemas, a jornalista relatou dificuldades com a rede e a internet, além da cobrança indevida de contas mesmo depois de ela ter mudado de operadora. Na última quarta-feira, Helen publicou outro texto, mas dessa vez um pedido de desculpas da TIM.

A TIM afirma que os problemas passados pela jornalista vão ser usados para melhorar os serviços da operadora, tanto nos call centers quanto nas lojas. Depois da publicação de Helen, a empresa revisou o caso e encontrou o erro que fez com que ela continuasse recebendo as contas. Depois de cancelar o serviço, a TIM declara que contatou a correspondente para explicar o que tinha acontecido e garantir que o problema foi resolvido.

Em relação à qualidade de sua rede, a TIM explica na nota que reafirma seu compromisso de sempre melhorar seus serviços e que vai investir 10,7 bilhões de dólares no Brasil, a fim de expandir sua cobertura.

Leia ainda: Jornalista da ‘Economist’ relata saga pessoal com a TIM no Brasil

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A saga de Helen Joyce – Há mais ou menos um ano, a jornalista começou a ter vários problemas com a rede e a internet da TIM, o que a impedia até de receber ligações e e-mails. No texto publicado no site da ‘The Economist’, ela diz que foi até uma loja da TIM para pedir esclarecimentos. A atendente explicou à jornalista que os problemas ocorriam por que a operadora havia fechado muitos contratos no ano e isso sobrecarregava a rede. Por isso, Helen decidiu mudar de operadora, fazendo a chamada “portabilidade”.

Depois 20 protocolos e 15 horas de ligações, a jornalista finalmente conseguiu mudar de operadora, ainda que tenha ficado por um mês sem ver seus e-mails pelo celular. Mesmo depois da transferência, a correspondente continuou recebendo contas da TIM por mais seis meses. Chegou a ameaçar a operadora com um processo judicial, mas mesmo assim ainda recebeu mais três cobranças. Depois de mais telefonemas, Helen finalmente conseguiu resolver o problema.

Apesar da bronca com a TIM, Helen deixou claro em seu texto que o serviço no Brasil como um todo é ruim. “O que parece uma história chocante para estrangeiros, é infelizmente familiar para brasileiros. O serviço de telefonia móvel do país é muito caro e pouco confiável”, escreveu ela.

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