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OMC reduz expectativa de crescimento do comércio global em 2019

Organização estima avanço de 2,6%, abaixo da estimativa anterior, de 3,7%, e do desempenho do ano passado, de 3%

A Organização Mundial do Comércio (OMC) diminuiu nesta terça-feira, 2, a expectativa de crescimento do comércio global para este ano, de 3,7% para 2,6%. A entidade também divulgou os dados referentes a 2018, ano em que o setor cresceu 3%, número abaixo da previsão, de 3,9%. Os resultados reacendem o alerta sobre a desaceleração da economia global.

Segundo a OMC, o comércio tem sido pressionado por novas tarifas e medidas retaliatórias, crescimento econômico mais fraco, volatilidade nos mercados financeiros e condições monetárias mais apertadas em países desenvolvidos.

“Com as tensões comerciais em alta, não se deve ficar surpreso com esse cenário. O comércio não pode desempenhar seu papel total de guiar o crescimento quando vemos níveis tão altos de incerteza”, disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, em comunicado. “Claro, há outros elementos, mas o aumento das tensões comerciais é o principal fator. É bastante óbvio que as tensões entre Estados Unidos e China têm um grande papel.”

Os dois países buscam, no momento, uma saída para a guerra comercial iniciada no ano passado. O conflito se materializou com a adoção de taxas alfandegárias punitivas recíprocas sobre centenas de bilhões de dólares em mercadorias.

Segundo a entidade, o declínio no comércio observado foi impulsionado principalmente pela Europa e Ásia, que representam respectivamente 37% e 35% das importações mundiais.

Já sobre o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, a OMC diz que ainda não é possível estimar seus efeitos no volume de comércio global.  As consequências dependem da natureza de qualquer acordo que possa ser alcançado entre as duas partes.

Brasil

A OMC destaca aumento de 11,5% no volume de importações do país e de 4,7% nas exportações – ainda que abaixo do crescimento de 6,9% de 2017.

Segundo a entidade, o Brasil ocupou a 27ª posição no ranking dos maiores exportadores mundiais em 2018, com 1,2% das vendas globais – em 2017 ocupava a 26ª posição com a mesma participação. Já na lista dos maiores importadores, o país se manteve na 28ª posição, com 0,9% das compras globais.

Em um recorte regional, o volume das importações do país de mercadorias da América do Sul, Central e Caribe subiu 5,2% no ano passado. A OMC projeta aumento de 0,7% das exportações e 2,6% nas importações.

(Com Reuters)