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Obama indica acadêmico ‘rapper’ para o Banco Mundial

A ministra nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, o ex-ministro colombiano José Antonio Ocampo e o acadêmico americano Jim Yong Kim são os três candidatos finalistas para presidir o Banco Mundial (BM), informou o organismo internacional.

Jim Yong Kim, de 52 anos, foi indicado pelo presidente americano, Barack Obama, ladeado pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e pela secretária de Estado, Hillary Clinton. O anúncio fez explodir na internet a procura por um vídeo onde Kim canta rap em show de talentos em um campus universitário.

Kim, doutor em medicina e antropólogo de formação, de origem sul-coreana, mas naturalizado americano, presidia desde 2009 o Darmouth College, uma das universidades mais prestigiadas da costa leste dos Estados Unidos e é conhecido por suas conquistas na luta contra a Aids no mundo.

Ocampo e Okonjo-Iweala personificam o desafio de países emergentes e pobres no processo decisório frente ao acordo tácito entre Europa e EUA pelo qual um europeu exerce a direção do FMI e um americano a do BM. José Antonio Ocampo, ex-ministro da Fazenda da Colômbia e professor da Universidade de Columbia em Nova York, foi proposto pelo Brasil, à frente dos demais emergentes, embora a falta de apoio do governo colombiano possa debilitar sua proposta.

A ministra de Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, que já trabalhou para o Banco Mundial, recebeu o apoio de África do Sul, Angola e seu país natal.

Os candidatos deverão agora viajar para Washington para reunir-se com os 25 membros do Diretório Executivo do BM, que devem escolher o sucessor de Robert Zoellick, presidente em fim de mandato, para a próxima reunião do organismo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que acontecerá entre os dias 20 e 22 de abril.

Como primeira economia mundial, os EUA contam com a maior percentagem de votos tanto no FMI como no BM, o que inclinaria a balança em direção à proposta da Casa Branca, apesar da pressão para que a liderança dessas instituições mude acorde com os novos equilíbrios de poder mundial.

(Com EFE)