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Obama apresenta candidato ao BM que competirá com colombiano e nigeriana

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, designou nesta sexta-feira a Jim Yong Kim – um cidadão americano de origem sul-coreana, que atualmente preside a Universidade de Dartmouth – como o candidato dos Estados Unidos à presidência do Banco Mundial (BM), abrindo assim a disputa com um colombiano e uma nigeriana.

“É chegada a hora de um especialista em temas de desenvolvimento dirigir o organismo de desenvolvimento mais importante do mundo”, disse Obama, acompanhado pelo próprio candidato.

Os aspirantes à presidência desta instituição de ajuda ao desenvolvimento têm até esta sexta-feira às 22H00 GMT (19H00 de Brasília) para apresentar sua candidatura à sucessão do americano Robert Zoellick.

Devido a um acordo tácito entre Europa e Washington, a presidência do BM vai sempre para um americano, enquanto que a do FMI fica, via de regra, com um europeu.

A nomeação de Jim Yong Kim constitui uma surpresa, uma vez que seu nome não havia sido mencionado entre os possíveis candidatos dos Estados Unidos.

Segundo uma fonte próxima ao BM, a Casa Branca exerceu “uma pressão colossal sobre Hillary Clinton”, a secretária de Estado do presidente Obama, para que ela assumisse o cargo, mas esta teria dito que pretende sair da vida pública após o final do mandato presidencial em curso.

O ex-ministro da Fazenda da Colômbia, José Antonio Ocampo, a ministra de Finanças nigeriana, Ngozi Okonjo-Iweala e o economista americano, Jeffrey Sachs, já expressaram publicamente seu interesse em dirigir o BM.

A Colômbia, no entanto, descartou a possibilidade de promover a candidatura de Ocampo à presidência do BM, argumentando que sua prioridade é a eleição de seu vice-presidente, Angelino Garzón, na direção da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O país alega também que outro colombiano, Luis Alberto Moreno, já ocupa a titularidade do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No Brasil, o ministro de Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, expressou nesta sexta-feira que o governo teria “simpatia” por um candidato latino-americano, mas afirmou que Brasília ainda não possui posição tomada.

Pimentel disse durante uma coletiva de imprensa com corresponsáveis que “a tradição brasileira é apoiar latino-americanos” e essa seria a “preferência” do país.

Contudo, no ano passado, o Brasil apoiou a candidatura da francesa Christine Lagarde ao FMI, em detrimento do mexicano Agustín Carstens.