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O Saldão do Magalu e as difíceis perspectivas para o varejo em 2022

Magalu tem fatores macroeconômicos como principais empecilhos para 2022, porém ações baratas podem estimular investidores

Por Luisa Purchio 7 jan 2022, 16h58
O Saldão do Magalu e as difíceis perspectivas para o varejo em 2022 Priorizar nos meus resultados Google

Nesta sexta-feira, 7, a Magazine Luiza iniciou o sua tradicional saldão de início do ano, com filas durante a madrugada em lojas de todo o país. Na 29ª edição da “Liquidação Fantástica”, o evento coloca à venda 25 mil itens com descontos de até 80% e tem como marco o recorde de 5 mil varejistas participantes, 3,5 vezes a mais que no ano anterior. Apesar do frenesi causado pela promoção, o setor do varejo não possui perspectivas muito promissoras para 2022 de acordo com os analistas de mercado. O cenário macroeconômico é visto como o principal empecilho para o crescimento das ações do segmento, com a Selic subindo para superar os 10% em 2022, o que impacta no custo do crédito, e o poder aquisitivo da população sendo mitigado pela pressão inflacionária.

“O ano de 2022 é muito desafiador para o segmento doméstico, especialmente para o varejo e para a construção civil. Além da alta da taxa de juros esfriar o mercado, a renda das pessoas está menor. Por isso, tivemos uma Black Friday e um final de ano com vendas muito fracas”, diz João Daronco, analista de investimentos da Suno Research. “As empresas que podem se salvar são as acessórias que se beneficiam do e-commerce, mas não estão na ponta da operação, como as de cibersegurança, por exemplo. Os comerciantes estão com custos mais altos e precisam diminuir as margens de lucro.”

Apesar do ambiente doméstico adverso, a Toro Investimentos colocou duas empresas do segmento de varejo na carteira recomendada de janeiro, entre elas a Magazine Luiza e a JHSF, voltada para shoppings centers e o público de alta renda . Essas escolhas têm como base o investimento a longo prazo, uma vez que são empresas sólidas e com preços baixos, que caíram drasticamente no ano passado.

“Podemos vir para um retorno crescente das ações do varejo porque estamos vendo de uma maneira muito tímida um começo do alívio da inflação. Quem quer comprar essas ações e acredita na retomada  deve acompanhar a divulgação dos indicadores imediatamente, porque depois que observarmos um cenário brasileiro mais estável, estes papeis provavelmente já vão ter subido”, diz Stefany Oliveira, analista da Toro Investimentos.

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