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O recado dos bancos a Lula e Haddad sobre as contas públicas e o corte de juros

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, cobrou o ajuste fiscal do governo e continuidade da agenda de reformas econômicas

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jan 2026, 10h16 • Atualizado em 12 jan 2026, 11h25
  • Ao comentar os resultados da inflação que fechou 2025 dentro do intervalo da meta definida pelo governo e perseguida pelo Banco Central, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) Isaac Sidney cobrou o ajuste fiscal do governo Lula e continuidade da agenda de reformas econômicas como condições para o início do ciclo de cortes de juros. Ele também celebrou a atuação firme da autoridade monetária destacando, no entanto que reconhecer o mérito do BC no processo de desinflação ainda em curso não significa celebrar uma taxa Selic de 15,0% ao ano.

    “Bancos não precisam e não dependem de juros altos para alcançar rentabilidade”, disse ele. Porém, ele reforçou que Brasil precisa de estabilidade com inflação baixa, estável e previsível , o que depende da condição de autonomia do BC na condução da política monetária.  “Isso só se faz com um Banco Central técnico e independente, com total autonomia para a condução da Política Monetária, como tem agido o BC brasileiro”, disse.

    Segundo o executivo  é muito sacrificante para qualquer economia operar com taxa básica de juros nos atuais níveis da Selic, mas o sacrifício seria ainda mais penoso se o Banco Central não tivesse autonomia para  quebrar a trajetória da alta disseminada dos preços no ano passado. “Os indicadores e as expectativas já apontam, inclusive com mais clareza, que a inflação deve continuar desacelerando em 2026, com acomodação gradual da atividade e do mercado de trabalho”, disse.

    “O País precisa continuar determinado e perseverante na agenda de consolidação fiscal e de reformas econômicas, para voltarmos a trabalhar com patamares menos rigorosos de juros, inclusive em uma perspectiva de médio e longo prazo para a economia”, concluiu o presidente da Febraban.

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