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O que o mercado projeta para a economia brasileira no primeiro Focus do ano

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central do Brasil trouxe ajustes nas expectativas de inflação

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jan 2026, 09h00 | Atualizado em 5 jan 2026, 09h09
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O primeiro Boletim Focus do ano trouxe pouca mudança nas expectativas dos economistas e analistas do mercado para os principais indicadores da economia brasileira neste e nos próximos anos. A pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central do Brasil trouxe ajustes pontuais nas expectativas de inflação e manteve praticamente inalterado o cenário traçado pelo mercado para crescimento, juros e câmbio.

A projeção para o IPCA de 2025, o índice que mede a inflação oficial do país, recuou marginalmente, de 4,32% para 4,31%. A próxima divulgação do IPCA, referente ao mês de dezembro, será feita na próxima sexta-feira, 9, quando será possível dimensionar a inflação de 2025.

A estimativa para a inflação em 2026 subiu de 4,05% para 4,06%. Para os anos seguintes, as expectativas permanecem estáveis, com inflação de 3,80% em 2027 e de 3,50% em 2028, patamar mais próximo do centro da meta perseguida pelo BC no horizonte mais longo, que é de 3%, com limite de tolerância até 4,5%.

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No crescimento, o mercado manteve a projeção de PIB de 2,26% para 2025. Para 2026 e 2027, a expectativa segue em 1,80%, indicando um ritmo mais moderado da atividade, com leve aceleração prevista apenas em 2028, quando o crescimento estimado é de 2,00%. No câmbio, o dólar permanece projetado em R$ 5,50 em 2026 e 2027, com leve alta para R$ 5,52 em 2028.

No campo monetário, o Focus reforça a leitura de juros elevados por mais tempo. A Selic esperada para 2026 segue em 12,25%, recuando para 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028, o que sinaliza um processo de flexibilização gradual, condicionado à convergência mais firme da inflação.

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