ASSINE VEJA NEGÓCIOS

O que muda no Pix com as novas regras de segurança

Desde segunda-feira, o Pix ganhou novas camadas de proteção. Confira o que isso significa na prática

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 fev 2026, 16h53 • Atualizado em 4 fev 2026, 17h18
  • As novas regras do Pix que entraram em vigor nesta semana aumentam a segurança e reforçam o combate a golpes e fraudes. As mudanças fazem parte de um conjunto de atualizações regulatórias do Banco Central e atingem usuários, bancos, fintechs e demais instituições participantes do sistema de pagamentos.

    A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED). De acordo com Bárbara Félix, especialista em direito bancário do escritório Marcelo Tostes Advogados, a mudança aumenta a segurança para o usuário. “O MED passa a ser obrigatório para bancos, fintechs e demais instituições participantes do Pix”, afirma.

    Na prática, ficou mais fácil pedir o bloqueio e a recuperação de valores transferidos em casos de fraude ou engano. “O objetivo é facilitar o bloqueio e a recuperação de valores transferidos por fraude ou engano, permitindo o rastreio mesmo que o dinheiro passe por diversas contas sucessivas, garantindo maior segurança ao usuário final”, diz.

    As novas regras ampliam a rastreabilidade das transações suspeitas e simplificam o processo de contestação. “O processo de alerta e contestação foi simplificado, permitindo que os usuários registrem ocorrências diretamente pelo aplicativo da instituição financeira, tornando o mecanismo mais acessível”, afirma Bárbara Félix.

    Assim, o usuário do Pix passa a contar com uma camada adicional de proteção. “As instituições agora conseguem agir com mais rapidez para identificar e bloquear valores sob suspeita de fraude”, diz. Caso o usuário seja vítima de um golpe ou realize uma transferência indevida, a contestação pelo aplicativo tende a ser mais eficiente, permitindo o rastreamento dos recursos mesmo após múltiplas movimentações entre contas.

    Para as empresas, as novas regras impõem exigências regulatórias mais rígidas aos provedores de serviços de pagamento. “A obrigatoriedade do MED para todas as instituições garante que o mercado atue de forma padronizada no combate aos ilícitos financeiros”, diz.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    O mercado não espera — e você também não pode!
    Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).