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O que muda e o que preocupa: a visão do mercado para a economia em 2026

Projeções mais estáveis aumentam a visibilidade para 2026, mas não afastam a cautela do mercado

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 dez 2025, 07h00 •
  • O Brasil entra em 2026 mais previsível do ponto de vista da política monetária, segundo especialistas. Mas, as expectativas de crescimento moderado, juros altos e riscos fiscais e políticos  no radar devem manter investidores cautelosos.

    Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, afirma que o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 29 reforça essa leitura. “As projeções finais mostram nova acomodação do IPCA, especialmente para 2026”, afirma. O boletim mostra que o mercado projeta que a inflação encerre o ano em 4,32%, e prevê IPCA a 4,05%, no fim de 2026. O centro da meta é 3%, com teto de 4,5%. Segundo Lima, o mercado aceita a estratégia do Banco Central do Brasil de manter os juros elevados por mais tempo, o que reduz o risco de desancoragem das expectativas. “O Focus não sugere euforia, mas melhora na previsibilidade”, diz.

    Essa definição de cenário não resulta em otimismo  também segundo a análise André Matos, CEO da MA7 Negócios. “O mercado entra em 2026 mais previsível do que vinha sendo, ainda que não exatamente mais otimista”, diz. A maior preocupação vem do cenário fiscal e do ambiente internacional, ainda que agora acompanhada de maior visibilidade.

    No recorte de investimento de longo prazo, a estabilização muda o tipo de decisão, não o apetite. Antonio Patrus, diretor da Bossa Invest, resume o efeito prático do Focus: “Isso não gera uma virada para o risco, mas diminui a necessidade de estratégias excessivamente defensivas”. Para ele, o novo cenário favorece decisões mais racionais e disciplinadas, especialmente no venture capital.

    Fábio Murad, economista e CEO da Super-ETF Educação, lembra que a economia enfrenta limitações relevantes. “A inflação desacelera de forma gradual, ainda acima da meta, o que sustenta juros elevados por mais tempo”, afirma. O crescimento perde fôlego, o câmbio segue pressionado e o risco político ganha peso com a proximidade das eleições de 2026. “O Brasil chega a 2026 mais previsível do ponto de vista monetário, porém estruturalmente cauteloso”, diz.

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