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O desafio de planejar hoje para usufruir amanhã

O livro "O Futuro é Agora", de Fabio Giambiagi e Roberto Zentgraf, alerta para a necessidade de planejamento para atingir metas de longo prazo

Por Beatriz Ferrari e Benedito Sverberi
21 ago 2010, 17h51

A partir deste mês, 450 escolas públicas de seis estados iniciaram um projeto pioneiro de educação financeira no país. O programa – uma iniciativa do Banco Central, da BM&FBovespa, entre outras entidades – ensinará a 15 mil crianças e adolescentes noções básicas de planejamento e finanças pessoais. Seus organizadores têm como objetivo auxiliá-las a tomar desde as pequenas decisões cotidianas de consumo e investimento até se programarem para o futuro. O projeto, ainda que positivo, é pequeno ante a imensa deficiência das escolas brasileiras em preparar os jovens a lidar com estes assuntos; a começar pela precariedade no ensino da matemática. Foi justamente o desejo de contribuir para a solução deste problema que motivou o especialista em previdência Fabio Giambiagi, do BNDES, a propor parceria para elaboração do livro “O Futuro é Agora” (Editora Campus/Elsevier, 183 páginas) ao professor de finanças pessoais do Ibmec-RJ, Roberto Zentgraf (veja quadro abaixo).

“Na época em que decidi escrever o livro, o meu filho tinha pouco menos de 16 anos, mas eu já tinha preocupação de prepará-lo para o porvir. Ele me fez perceber o quanto os jovens são lançados ao mundo adulto aos 18 anos e não têm a menor idéia do que fazer para que, aos 60 anos, não fiquem dependentes do INSS”, afirma Giambiagi. “A escola infelizmente não prepara o cidadão para os desafios financeiros da vida”.

O livro, cujo lançamento será no próximo dia 1º, é destinado a “não economistas”. Partindo de noções básicas de matemática, os autores “pegam o leitor pela mão”, ensinando-o a construir, passo-a-passo, o conhecimento financeiro. De todo este universo, os autores destacam dois grandes desafios: a constituição de uma aposentadoria complementar adequada à manutenção de seu padrão de vida e a formação de poupança para compra de uma casa própria.

Para a aposentadoria, em particular, a recomendação principal de Giambiagi é a de, quanto mais cedo a pessoa começa a poupar, maior será sua renda complementar – considerando que a provida pelo INSS tem um teto de 3500 reais. Além disso, o processo tende a ser menos penoso, com contribuições que ‘cabem no bolso’ com relativa facilidade.

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O economista acrescenta que, se a pessoa começa a pensar no assunto tardiamente, terá de contribuir com somas elevadas – que podem impor sacrifícios ao orçamento cotidiano – para atingir uma renda complementar adequada ao seu padrão de vida. Caso contrário, terá de se conformar com uma renda menor depois de aposentada.

Uma vez tomada a decisão de poupar para a aposentadoria ou para a aquisição de um imóvel, a pessoa tem de ser disciplinada para não negligenciar os compromissos tomados consigo mesma. Uma dica de Giambiagi, ante os inevitáveis imprevistos da vida, é a manutenção de contas bancárias diferentes. “A conta da previdência suplementar tem que ser igual catraca: o dinheiro só entra e nunca sai. Uma segunda conta pode ficar reservada à compra de um carro ou uma casa. Uma terceira ficaria por conta das férias e os imprevistos. O que não se deve é misturar esses propósitos”, avalia.

O livro “O Futuro é Hoje” traz um capítulo exclusivo para ensinar o leitor a calcular o quanto precisa contribuir mensalmente para manter seu padrão de vida na terceira idade. O infográfico abaixo reproduz, de forma simplificada, esse cálculo. Aproveite e simule o seu futuro.

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