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Nubank lucra US$ 895 milhões no 4º trimestre de 2025, alta de 50%

O número ficou dentro do esperado do consenso da Bloomberg, que estimava um lucro líquido de 882 milhões de dólares

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 fev 2026, 18h08 • Atualizado em 25 fev 2026, 19h22
  • O Nubank reportou lucro líquido de 894,8 milhões de dólares no quarto trimestre de 2025, alta de 50% na comparação com o mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada em comunicado enviado ao mercado na noite desta quarta-feira, 25. O número ficou dentro do esperado pelo consenso da Bloomberg, que estimava um lucro líquido de 882 milhões de dólares no quarto trimestre de 2025.

    Segundo David Vélez, fundador e CEO do Nubank, o valor do lucro no trimestre representa uma marca recorde na história da companhia. Para ele, esse valor foi alcançado devido ao aumento de escala da empresa, que adicionou 17 milhões de novos clientes, atingindo a marca de 131 milhões de clientes.

    Com esses números, o executivo diz que o banco aprofundou o engajamento com a Receita Média Mensal por Cliente Ativo (ARPAC, na sigla em inglês), chegando a 15 dólares, salto de 45% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em meio a esse cenário, o Nubank reportou uma receita financeira líquida de 4,9 bilhões de dólares no quarto trimestre de 2025, crescimento de 45%. “Esses resultados refletem nossa capacidade de combinar crescimento com disciplina e lucratividade consistente, enquanto continuamos a investir em nossos mercados principais”, diz Vélez.

    A inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,6% no quarto trimestre de 2025, queda de 0,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado. A companhia trabalha com a maior inadimplência entre os grandes bancos brasileiros. A segunda maior após o Nubank é o Banco do Brasil (5,17%), já a menor inadimplência é do Itaú (1,9%).

    Embora a companhia tenha a maior taxa de calote em sua carteira no setor, a rentabilidade do Nubank, medida pelo Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês), ficou em 33% no quarto trimestre de 2025. O número é maior que a rentabilidade de todos os maiores bancos listados na Bolsa brasileira. O BTG teve ROE de 27,6% no quarto trimestre, o Itaú atingiu a marca de 24,4%, Santander teve rentabilidade de 17,6%, Bradesco teve rentabilidade de 15,2%, enquanto o Banco do Brasil ficou com rentabilidade de 12,4%.

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    O Nubank consegue trabalhar com a maior inadimplência e possuir a maior rentabilidade entre os pares devido ao seu modelo de negócios. A companhia não possui agências e, por isso, tem custo inferior aos dos seus concorrentes, o que permite trabalhar com maior possibilidade de perda e ainda operar de forma confortável.

    Quais são os planos do Nubank para 2026?

    A fintech vê 2026 como um ano de inflexão, focada em vencer em seus mercados principais. A companhia continuará priorizando o Brasil e o México, reforçando a liderança na baixa renda, além de procurar expansão nos segmentos de PJ e de alta renda, e avançar com a licença bancária no México. A empresa deve atingir 4,2 bilhões de dólares em investimentos na operação no México até 2030.

    “A companhia também estabelecerá as bases operacionais para sua oportunidade nos EUA e aprofundará a adoção de IA, posicionando a inteligência artificial como uma vantagem estrutural para o crescimento de longo prazo”, diz o Nubank.

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    No fim de janeiro, o Nubank conseguiu a aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos para a formação de um banco nacional. Para ter a licença definitiva, a companhia ainda precisa conseguir autorização da Corporação Federal de Seguros de Depósitos (FDIC) e do Federal Reserve, o banco central americano.

    Nessa fase, o Nubank se concentrará em capitalizar a instituição dentro de 12 meses e abrir o banco em até 18 meses, conforme exigido pelos reguladores. Uma vez totalmente aprovada, a licença bancária nacional permitirá que o Nubank opere sob uma estrutura federal abrangente, facilitando o lançamento de contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais.

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