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Natal deve ter maior oferta de temporários dos últimos oito anos, diz CNC

Com diminuição das medidas de restrição para controle da Covid-19, entidade projeta a criação de 94,2 mil vagas de empregos para o fim de 2021

Por Felipe Mendes Atualizado em 24 set 2021, 17h01 - Publicado em 24 set 2021, 12h31

O final do ano de 2021 pode ser de alento para milhares de brasileiros em busca de um novo emprego. Segundo expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, a diminuição das medidas restritivas fará com que a contratação de trabalhadores temporários atinja 94,2 mil brasileiros. A projeção se baseia na estimativa de um crescimento de 3,8% para as vendas no período do Natal deste ano. Uma vez confirmada a previsão da entidade, o varejo produzirá a maior oferta de trabalho temporário desde o Natal de 2013, quando foram abertos 115,5 mil postos com essas características.

Segundo acompanhamento do Google Mobility, ao fim de agosto, a concentração de consumidores em áreas comerciais ainda está 12,4% abaixo do índices pré-pandêmicos — em alguns períodos, a redução identificada chegou a ser próxima de 60%. “Essa expectativa positiva se deve basicamente ao aumento da circulação de consumidores, que tem subido desde abril deste ano. Para o varejo, isso é fundamental. Ainda que tenhamos problemas como inflação alta e taxa de juros subindo, a recomposição da circulação dos consumidores é o que deve garantir um final de ano positivo para o comércio”, diz Fabio Bentes, economista-sênior da CNC. “Poderia ser melhor se inflação e juros estivessem mais baixos, mas, de qualquer forma, tanto o setor de comércio como o setor de serviços têm se beneficiado desse aumento da circulação.”

O ano de 2019 foi o último a chegar próximo aos números estimados para 2021 pela entidade. Na época, a contratação de funcionários temporários atingiu 91,6 mil brasileiros. Como em 2020 a principal data comemorativa do comércio varejista foi afetada pela forte incidência de Covid-19 no país, a circulação de consumidores foi reduzida e a criação de postos de trabalhos temporários foi de apenas 68,3 mil, a segunda pior da década (atrás somente de 2015, com 67,4 mil).

Os maiores volumes de contratações para o período festivo deste ano deverão se dar nos ramos de vestuário (57,91 mil vagas) e de hiper e supermercados (18,99 mil). Dentre os dez segmentos do varejo, as lojas de vestuário, acessórios e calçados são, historicamente, as mais positivamente afetadas pelas vendas natalinas. Se o faturamento do varejo cresce em média 34% na passagem de novembro para dezembro, no segmento de vestuário esse avanço costuma ser de 90%. A entidade projeta, ainda, que a taxa de efetivação dos trabalhadores temporários deverá ser maior do que nos últimos cinco anos, com a expectativa de criação de postos de trabalho definitivos para 12,2% dos trabalhadores temporários. As incertezas, no entanto, ainda devem impedir que haja uma taxa de efetivação próxima às observadas antes de 2016.

Em 2021, São Paulo (25,55 mil), Minas Gerais (10,67 mil), Rio de Janeiro (7,63 mil) e Paraná (7,19 mil) concentrarão mais da metade (54%) da oferta de vagas para o Natal. Dentre essas regiões, a CNC projeta variações positivas das vendas locais em relação ao período festivo do ano passado de 7,2%, 6,0%, 5,8% e 6,6%, respectivamente. No país, oito em cada dez vagas ofertadas deverão ser preenchidas por vendedores (60,7 mil) e operadores de caixa (15,2 mil). Já os maiores salários médios deverão ser pagos aos contratados para os cargos de farmacêutico (3.373 reais) e gerente administrativo (3.054 reais).

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