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Nas casas de câmbio, dólar já é encontrado a R$ 4,54

Dólar turismo é mais caro do que o comercial por embutir no preço custos administrativos e financeiros; moeda alcançou hoje a maior cotação desde o Plano Real

Por Teo Cury - 22 set 2015, 12h05

Com o dólar nas alturas, viajar para o exterior fica cada vez mais caro. Nesta terça-feira, a moeda americana já era encontrada por 4,54 reais nas casas de câmbio, enquanto no pregão da Bovespa alcançava a maior cotação desde o lançamento do Plano Real (4,04 reais). O dólar turismo, usado para fazer compras fora do país, vale mais do que o comercial por agregar no seu preço custos administrativos e financeiros. O dólar comercial, por sua vez, serve como base para exportações, importações e transferências financeiras.

Na Confidence Câmbio, a divisa valia 4,54 reais no cartão pré-pago, que inclui IOF de 6,38%. Em espécie, a moeda saía por 4,31 reais. Já na Cotação, o dólar era comercializado a 4,51 reais no cartão e a 4,29 reais em dinheiro. Na AGK Corretora, as cotações para compra eram de 4,43 e 4,23 reais, respectivamente. A Fair oferecia a moeda a 4,46 e 4,24 reais, na mesma base de comparação, e a Ouro Minas por 4,45 e 4,23 reais.

Com esses valores, o dólar turismo chegava a ser mais caro do que o euro comercial, cuja cotação máxima do dia foi 4,51 reais. A libra esterlina, por sua vez, valia 6,20 reais nesta manhã.

Cenário político – Após três pregões seguidos de valorização, a moeda americana opera em forte alta nesta terça. Assim como nos últimos dias, os investidores estão monitorando de perto os desdobramentos da cena política. E a preocupação é grande com a incapacidade de o governo conseguir impor sua agenda de ajustes na economia. Na pauta de hoje, o Congresso deve apreciar os vetos da presidente Dilma Rousseff a projetos da chamada “pauta-bomba”, que aumentam as despesas do governo em um momento de queda na arrecadação. Além disso, o mercado já precifica um possível novo rebaixamento pelas agências de classificação de risco Fitch ou Moody’s. No dia 9 de setembro, a Standard & Poor’s retirou o selo de bom pagador do país.

“Essas dificuldades que o governo enfrenta no Congresso deixam o país quase ingovernável do ponto de vista fiscal”, disse o operador da corretora SLW, João Paulo de Gracia Correa.

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