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Motoristas do Uber e de outros apps têm queda nas receitas nos EUA

Relatório da JPMorgan Chase mostrou que o rendimento médio mensal de 'trabalhadores do transporte' caiu 53% entre 2013 e 2017

Os motoristas do Uber e de outros aplicativos de transporte privado nos Estados Unidos viram suas receitas cair à metade nos últimos anos conforme mais pessoas passam a trabalhar neste mercado, apontou um estudo publicado nesta segunda-feira.

O relatório da JPMorgan Chase baseado nos depósitos recebidos pelo banco mostrou que os “trabalhadores do transporte” viram sua receita mensal média cair 53% entre 2013 e 2017, de mais de 1.500 dólares para menos de 800.

Os investigadores disseram que as receitas diminuíram à medida que mais pessoas se inscreveram para prestar esse serviço, embora tenham reconhecido que muitos dos motoristas podem estar trabalhando somente em tempo parcial.

Ainda assim, os autores do estudo disseram que os números sugerem que esse tipo de economia – que permite às pessoas trabalhar de forma independente – pode não ser tão lucrativo como alguns acreditam.

“Independentemente de a queda das receitas ter sido causada por uma redução dos salários ou das horas trabalhadas, ou por ambas as coisas, nos últimos cinco anos se tornou cada vez menos provável que dirigir substitua um trabalho de tempo integral, na medida em que mais motoristas se unem ao mercado”, destaca o relatório.

A economista da Uber Libby Mishkin apresentou um argumento diferente para explicar esses dados, afirmado que eles mostram que mais pessoas – como estudantes e pessoas com filhos pequenos – aproveitam os horários flexíveis para complementar a renda.

O estudo da JPMorgan Chase afirma que, em geral, a “economia de plataforma” – incluindo os serviços de moradia como o Airbnb – está em crescimento.