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Moreira Franco reconhece risco de apagão no Galeão durante a Copa

Em entrevista ao site de VEJA feita em parceria com o Twitter, ministro da Secretaria Nacional de Aviação Civil afirmou que convocou concessionárias de energia da cidade para avaliar medidas de prevenção

Por Da Redação 25 abr 2014, 16h52

O ministro Wellington Moreira Franco, da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), afirmou nesta sexta-feira ao site de VEJA que há risco de apagão no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, durante os jogos da Copa do Mundo. O ministro participou de um bate-papo promovido na tarde desta sexta pela rede de microblogs Twitter e pelo site de VEJA e respondeu às perguntas da redação e de seguidores, por meio da marcação #MoreiraResponde.

A 47 dias da abertura da Copa do Mundo, o ministro foi questionado pelo site de VEJA sobre o risco de apagão durante o torneio mundial. Moreira Franco afirmou que convocou empresas e governo para alinhar os ponteiros. “O único risco atual é o Galeão. Para evitá-lo, já marquei reunião no próximo dia 5 de maio com o concessionário, o Ministério de Minas e Energia, a Light e a Infraero para garantir que não haja esse problema”, disse o ministro.

Na sexta-feira passada, dia 18, um apagão ocorrido por volta das 22 horas deixou o aeroporto sem energia por mais de uma hora. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o problema afetou os terminais 1 e 2 do aeroporto. “Já tivemos falta de energia várias vezes, por pouco tempo, mas muito prejudiciais. A Light diz que é o Galeão e o Galeão diz que é a Light. Por isso vou colocar Light e Galeão frente a frente no próximo dia 5, para esclarecer a questão”, afirmou o ministro.

Infraero – O ministro falou sobre os sucessivos prejuízos arcados pela Infraero e a crescente necessidade de investimentos da estatal, financiada por recursos do Tesouro Nacional, Segundo Moreira Franco, a empresa não deve sair da sociedade dos aeroportos que já foram privatizados. Porém, para novas privatizações, as parcerias podem ser diferentes. “Não acho bom negócio ela sair dos 49% das concessões, já que terá ganhos como acionista. Afinal, quem dá 19 bilhões de outorga acha que o negócio será rentável. Porém, acho que devemos debater a manutenção dessa participação nas operações futuras”, afirmou.

Aeroportos regionais – O ministro foi muito questionado pelos seguidores de VEJA no Twitter sobre o plano de aviação regional, que prevê a construção (ou expansão) de 270 aeroportos pequenos. “Estamos na primeira fase, com 270 aeroportos pelo Brasil escolhidos de acordo com a realidade econômica de cada região. A escolha também levou em conta as necessidades das empresas para garantir uma prestação de serviço adequada”, escreveu o ministro.

A execução dos financiamentos para as obras ficará a cargo do Banco do Brasil e as empresas que farão os projetos já foram licitadas, disse Moreira Franco. Como se trata de aeroportos geridos por estados e municípios, algumas obras têm potencial de se tornar um ônus incontornável para as administrações regionais. Contudo, o ministro garantiu que os projetos só serão aprovados para municípios com mais de 1 bilhão de reais de orçamento e estados que tiverem estrutura administrativa para gerenciar o empreendimento.

Confira o bate-papo:

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