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Moody’s rebaixa nota do Société Générale e Crédit Agricole

Por Damien Meyer - 14 set 2011, 17h52

A agência de classificação financeira Moody’s rebaixou nesta quarta-feira em um grau a nota dos bancos franceses Société Générale e Crédit Agricole, mas decidiu manter estável no momento a do BNP Paribas.

O presidente do Banco da França (central), Christian Noyer, celebrou o que chamou de revisão limitada das notas dos bancos franceses e destacou que estas permanecem no mesmo nível dos grandes bancos europeus.

Após o anúncio, no entanto, as ações dos três bancos registravam perdas na bolsa de Paris.

A nota do Crédit Agricole SA caiu de “Aa1” a “Aa2”, em consequência de sua exposição na Grécia, país da Eurozona à beira da falência, enquanto a do Société Générale passa de “Aa2” a “Aa3”, por uma reavaliação da ajuda que o banco poderia receber do Estado no caso de uma crise grave, afirma um comunicado da Moody’s.

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A agência já havia alertado em junho para a possibilidade de rebaixamento da nota dos três bancos, muito expostos à crise da dívida grega.

Mas decidiu manter a nota do BNP Paribas, “sob vigilância negativa”, no entanto, o que significa que uma redução pode acontecer em breve.

O BNP Paribas anunciou nesta quarta-feira uma série de medidas para tentar tranquilizar o mercado a respeito de seu grau de exposição a títulos da dívida pública.

O banco afirma que está em condições de administrar um eventual alinhamento dos títulos do Estado grego, português e irlandês com seus preços atuais, o que representaria uma forte desvalorização, no momento em que a possibilidade de uma reestruturação da dívida de Atenas deixou de ser um tabu para os líderes europeus.

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Dirigentes do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), buscaram acalmar as especulações sobre a solidez de grandes bancos franceses, durante uma conferência de imprensa em Washington.

Interrogado sobre o rebaixamento das classificações dos bancos Société Générale e Crédit Agricole por parte da agência Moody’s, o diretor-geral do IIF, Charles Dallara, se mostrou surpreso.

“Acho um pouco difícil compreender a decisão da agência, uma vez que o teste de resistência (dos bancos franceses) mostrou que as instituições em questão possuem uma exposição bastante manejável à Grécia”, argumentou.

Segundo Dallara, a interconexão entre as instituições financeiras e o risco soberano trazem um desafio real para a Europa.

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“Cremos que a forma fundamental para superar este desafio é fortalecer a qualidade dos ativos dos bancos”, afirmou.

Em Paris, os valores bancários fecharam em sentidos opostos: Crédit Agricole (+1,22%), Société Générale (-2,88%) e BNP Paribas (-3,93%).

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