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Moody’s corta Espanha em dois níveis, para “A1”

Por Da Redação - 18 out 2011, 20h53

Por Walter Brandimarte

NOVA YORK (Reuters) – A Moody’s Investors Service cortou os ratings soberanos da Espanha em dois níveis, dizendo que os elevados níveis de dívida dos setores bancário e corporativo deixam o país vulnerável a problemas de financiamento.

A Moody’s cortou os ratings de títulos do governo da Espanha para “A1”, ante “Aa2”, concluindo a revisão para possível redução da nota iniciada no final de julho. O novo rating tem perspectiva negativa.

Uma piora nas perspectivas de crescimento da zona do euro também tornará ainda mais desafiador para a Espanha alcançar suas ambiciosas metas fiscais, acrescentou a agência.

A Espanha pode ter seu rating reduzido novamente caso a crise de dívida da zona do euro se agrave, alertou a Moody’s.

“Desde que colocamos os ratings da Espanha em revisão no final de julho, nenhuma solução confiável para a atual crise de dívida soberana na zona do euro emergiu e, em qualquer circunstância, levará tempo até que a confiança na coesão política da zona do euro e as perspectivas de crescimento sejam plenamente restauradas”, disse a agência em relatório.

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O rebaixamento coloca mais pressão sobre os líderes da zona do euro, que vão se reunir neste final de semana para discutir uma solução para a crise. O jornal britânico The Guardian reportou nesta terça-feira que Alemanha e França concordaram em impulsionar o fundo de resgate da zona do euro, para 2 trilhões de euros, levando os mercados a registrarem um rali.

O rebaixamento da Espanha pela Moody’s foi o terceiro recebido pelas três principais agências de ratings nas últimas semanas. A Moody’s, contudo, foi mais agressiva que suas rivais, cortando a nota em dois níveis: de “Aa2” para “A1”.

A Standard and Poor’s e a Fitch Ratings classificam a Espanha um degrau acima.

Analistas de mercado disseram que a notícia, embora não fosse inesperada, destacou a seriedade da crise de dívida europeia.

“Se a zona do euro não puder encontrar um modo de lidar com a situação, você vai ver os yields (dos títulos) espanhóis continuarem em alta, e eles vão ter problemas para se financiarem”, disse a analista de câmbio e renda fixa da MF Global Jessica Hoversen, em Nova York.

(Reportagem adicional de Richard Leong e Daniel Bases)

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