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México abrirá mão de grande parte das exportações ao Brasil

Fernando Pimentel confirma que vendas de carros mexicanos ao país deverão ficar em 1,45 bilhão de reais ao ano - ante 2,1 bilhões em 2011. Anúncio deve sair ainda nesta quinta.

Pimentel: a única pendência é o prazo para se atingir as cotas de conteúdo local

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, confirmou nesta quinta-feira que o Brasil conseguiu limitar a importação de veículos mexicanos até 2015, dentro da revisão do regime automotivo bilateral. O anúncio oficial deve ser feito ainda hoje, no México, pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, que se encontra na capital mexicana finalizando os termos do acordo com autoridades locais.

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“O México está abrindo mão de parte significativa das exportações”, disse Pimentel em Goiana, no interior de Pernambuco, onde participou de solenidade de lançamento das obras de uma fábrica de vidros planos para construção civil, moveleira e automotivo. O ministro estava na Cidade do México até a noite desta quarta-feira, tentando chegar a um acordo com as autoridades mexicanas. “Vai ficar muito razoável para os dois lados”, acrescentou, citando que as importações de veículos do México devem ficar em 1,450 bilhão de dólares este ano, contra 2,1 bilhões de dólares no ano passado. Segundo Pimentel, a única pendência que ainda está em negociação é o prazo para se atingir as cotas de conteúdo local.

Importações aumentam – A cota estabelecida pelo Brasil provocará um baque nas exportações mexicanas ao país. Com o aumento de 30 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre os carros importados, as compras de veículos mexicanos aumentaram nos últimos dois meses. Ocorre que o México se beneficia justamente por ser isento desse aumento tributário.

Do total dos veículos importados pelo país no primeiro bimestre de 2012, 24,88% vieram do México. “Foi um tiro no pé, pois as montadoras perderam share para as mexicanas”, disse o presidente da Abeiva, José Luiz Gandini. Segundo a entidade, o market share dos veículos importados do México, no mercado interno total brasileiro, era de 2,8% antes do aumento do IPI e ficou em 6,5% após o aumento do imposto aos importados.

(Com Agência Estado)