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Mesmo com alta de impostos, déficit de 2017 superaria R$ 150 bilhões

Relator da LDO, Wellington Fagundes, disse que previsão de receitas do governo será elevada com alta da Cide e recursos com concessões e privatizações

Por Da Redação 7 jul 2016, 09h20

Na noite desta quarta-feira, após reunião com o presidente interino Michel Temer e a equipe econômica, o senador e relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, Wellington Fagundes (PR-MT), informou que a previsão de receitas do governo será elevada com o aumento da Cide (imposto sobre os combustíveis) e recursos com concessões e privatizações. Mesmo assim, segundo participantes do encontro, a meta de déficit fiscal de 2017 será superior a 150 bilhões de reais.

Também estão em análise outros tributos que não dependam do Congresso. Segundo fontes, a elevação da Cide, de 10 para 60 centavos, por exemplo, poderia resultar num reforço de caixa anual de até 15 bilhões de reais. Sem essas medidas adicionais, o déficit para 2017 poderia chegar a 194 bilhões de reais, informou o presidente da Comissão Mista do Orçamento, o deputado Arthur de Lira (PP-AL).

Fazenda, Planejamento, Banco Central e Receita ainda têm números diferentes e há como “arrefecer” o déficit do ano que vem, explicou Lira. “Falamos de impostos, privatizações, concessões, repatriação e da importância também de a PEC do teto dos gastos ser aprovada.”

Segundo fontes, a proposta levada por Meirelles é de uma de meta mais próxima de 140 bilhões a 150 bilhões de reais. Mas a ala política do governo, entre eles o senador Romero Jucá (PMDB-RR), insistiu num valor mais elevado, em torno de 160 bilhões de reais.

O dia de discussões intensas fez, no meio da tarde, Temer quebrar o protocolo e ir ao gabinete do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para reunião com Meirelles. No ritual do poder, ministros é que vão ao presidente, e não o contrário.

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Sem superar o impasse, Temer pediu aos ministros da área econômica um número fechado para a meta até o meio-dia de hoje. Sua intenção é anunciá-la até o fim do dia.

O presidente também encomendou medidas adicionais, principalmente relacionadas ao controle de gastos. “Ele não quer que o discurso de aumento de receitas fique focado apenas em impostos”, disse uma fonte. Uma delas é a revisão do auxílio-doença, que foi anunciada no fim do mês pelo ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira.

(Com Estadão Conteúdo)

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