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Merkel responde às preocupações brasileiras com ‘tsunami monetário’

A chefe do governo alemão, Angela Merkel, considerou nesta segunda-feira que, se o Brasil está preocupado com o “tsunami monetário” desencadeado na Europa pela crise, os países desenvolvidos estão preocupados com as “medidas protecionistas”.

Dirigindo-se à presidente brasileira, Dilma Rousseff, convidada para a inauguração da feira de alta tecnologia Cebit de Hannover (noroeste), Merkel declarou: “Discutiremos a crise e as preocupações que cada um tem. A presidente falou de um ‘tsunami de liquidez’ que a preocupa. Da nossa parte, olhamos para onde estão as medidas protecionistas”.

O Brasil tomou, por exemplo, em setembro a decisão de aumentar as taxas aos veículos importados.

“Estamos preocupados com este tsunami monetário que os países desenvolvidos causam”, declarou Dilma na quinta-feira passada em um discurso diante de empresários e líderes sindicais.

A chefe de Estado brasileira lamentou que os países ricos respondam à crise rebaixando o custo do crédito e mantendo taxas de juros baixas. Segundo ela, esse capital barato chega ao Brasil, cuja moeda é forte e as taxas de juros elevadas.

O Brasil estima que esta “guerra de moedas” encareça seus produtos e diminui os preços dos que vêm da Europa ou Estados Unidos.