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Mercado volta a subir projeções de inflação e já prevê IPCA a 5,58% em 2025

O Boletim Focus desta semana traz ainda a revisão para baixo de crescimento da economia para este ano e o próximo

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 fev 2025, 08h55 • Atualizado em 10 fev 2025, 12h35
  • Analistas de mercado consultados pelo Banco Central voltaram a subir a perspectiva da inflação para este ano e para o próximo e revisaram para baixo a expectativa para o produto interno bruto (PIB) no período.

    Segundo dados compilados pelo Boletim Focus e publicados nesta segunda-feira 10, os economistas projetam que o IPCA, índice oficial de inflação do país, feche este ano em 5,58%, ante 5,51% projetados na semana passada. A previsão é 2,58 pontos percentuais acima do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional e 1,08 ponto acima do teto da meta, na 17ª semana consecutiva de revisão. Para 2026, a projeção subiu de 4,28% para 4,30%. Já para 2027, manteve-se novamente estável em 3,90%.

    No fim de janeiro, na primeira reunião sob o comando do novo presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 1 ponto percentual, a 13,25% ao ano, e  indicou que o ciclo de aperto financeiro deve se estender pelos próximos meses. O Comitê prevê mais um ajuste de 1 ponto percentual para março e deixou a porta aberta para mais elevações. 

    O Focus desta semana traz ainda a revisão para baixo de crescimento da economia para este ano e o próximo. O mercado projeta que a economia avance 2,03%, em 2025, 0,03 ponto percentual menor do que a média da expectativa da semana passada. A estimativa de avanço do PIB em 2026 caiu para 1,70%, ante 1,72% na semana passada. As previsões para o câmbio permaneceram estáveis em 6 reais tanto em 2025 quanto em 2026.

    Para a Selic, o mercado segue com a estimativa de 15% em 2025 e 12,50% em 2026. Mas a projeção para 2027 foi revisada para cima: de 10,38% na semana passada para 10,50%. Estudo realizado por consultores da Câmara projeta a deterioração fiscal do governo e prevê que se medidas de ajuste não forem tomadas para cortar gastos obrigatórios, a máquina pública corre o risco de paralisar a partir de 2027.

     

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