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Mercado reduz previsão de inflação e mantém crescimento moderado para 2026, aponta Focus

Boletim Focus indica IPCA em queda, juros ainda elevados no curto prazo e atividade econômica sem forte aceleração

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 fev 2026, 14h20 • Atualizado em 18 fev 2026, 14h29
  • O Banco Central divulgou na tarde desta quarta-feira, 18, o Boletim Focus que apresentou ajustes na última edição com destaque para a nova redução na estimativa de inflação e a manutenção de um ritmo moderado de crescimento ao longo de 2026.

    A expectativa para o IPCA recuou de 3,97% para 3,95%, reforçando a trajetória recente de desaceleração dos preços. Para os anos seguintes, as previsões seguem estáveis, próximas de 3,5%, sinalizando percepção de inflação controlada no médio prazo. No campo da atividade econômica, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto permaneceu em 1,8% para 2026, enquanto as estimativas para os anos posteriores giram ao redor de 2%, indicando expansão gradual, porém sem sinais consistentes de aceleração.

    Mesmo com a inflação mais comportada, os juros devem continuar elevados no curto prazo. A taxa Selic esperada para 2026 segue em 12,25% ao ano, com previsão de queda lenta para 10,5% em 2027 e níveis próximos de 9,5% nos anos seguintes. No mercado de câmbio, a mediana das projeções permanece praticamente inalterada, com o dólar estimado em 5,50 reais em 2026, sugerindo expectativa de estabilidade relativa da moeda brasileira.

    Já no setor externo, o Focus aponta superávit comercial próximo de 68 bilhões de dólares em 2026, enquanto o resultado primário das contas públicas deve registrar déficit de cerca de 0,5% do PIB, com melhora gradual ao longo do tempo. A dívida pública líquida, por sua vez, permanece elevada, próxima de 70% do PIB.

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