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Mercado reprova Lula e Haddad e mostra confiança em Galípolo

Pesquisa Genial/Quaest aponta a perda de força do Ministério da Fazenda; trabalho de Gabriel Galípolo é considerado positivo por 45%

Por Larissa Quintino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 mar 2025, 09h00 • Atualizado em 19 mar 2025, 09h48
  • A avaliação do governo Lula pelo mercado financeiro foi considerada negativa por 88% dos ouvidos pela pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 19. A avaliação negativa recuou dois pontos em relação ao levantamento anterior, em dezembro, mostrava insatisfação correspondente a 90%. Já atuação de Haddad, antes bem vista pelos agentes, agora é majoritariamente negativa: 58% dos entrevistados a avaliam como “negativa”, enquanto que no levantamento de dezembro, apenas 24% reprovavam o trabalho do ministro.

    A avaliação positiva é de 10%, enquanto que na medição passada chegou em 41%. Os agentes do mercado avaliam que há uma redução da força das ações do Ministério da Fazenda: 85% dos respondentes veem que há uma queda nessa força, enquanto que em novembro, 61% viam a questão desta forma. Em março do ano passado, apenas 14% avaliavam que o ministro tinha uma força diminuta frente ao governo.

    Na opinião dos entrevistados, Lula é quem toma as decisões de política econômica do país: enquanto 92% apontam Lula como o responsável, apenas 5% acreditam ser Haddad o vilão.

    A única figura da pesquisa que tem sinalização positiva é Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central que está no cargo desde janeiro. A avaliação “negativa” dele é de 8%, enquanto 45% avalia a gestão do economista no BC como “positiva”. Outros 41% veem como “regular” e 6% não souberam responder.

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    Foram feitas 106 entrevistas junto a fundos de investimentos em São Paulo e no Rio de Janeiro, com coleta por meio de questionários online entre os dias 12 e 17 de março.

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    “A explicação para essa avaliação tão negativa do governo está na percepção generalizada no mercado que a política econômica do país está indo na direção errada: apenas 7% defendem a política econômica atual”, afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest.

    Queda de popularidade

    A pesquisa questionou os entrevistados do mercado financeiro sobre os principais motivos para a queda de popularidade do presidente Lula. Entre fatores “muito importantes”, eles responderam alta nos preços dos alimentos (64%), equívocos na política econômica (56%), aumento dos impostos (41%) e violência urbana e insegurança (36%).

    Entre temas “pouco importantes” para a queda de popularidade, os representantes do mercado colocam enfrentamento do agronegócio e outros (79%), não entregar o que prometeu (60%) e erros de comunicação (56%).

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