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Mercado externo leva Bovespa a baixa de 1,40%

Por Alessandra Taraborelli

São Paulo – Depois de cair abaixo dos 59 mil pontos ainda na primeira etapa dos negócios, a Bovespa conseguiu desacelerar um pouco as perdas e encerrar a terça-feira acima dos 60 mil pontos. A redução da queda das ações da Petrobras e da Vale também contribuiu para um declínio menor do índice. O movimento de aversão ao risco que prevaleceu aqui foi verificado no mercado acionário ao redor do mundo.

O estresse generalizado teve início logo cedo, por incertezas políticas e econômicas na zona do euro depois de os líderes na Grécia não conseguirem formar um governo de coalizão, após as eleições parlamentares de domingo.

A eleição do socialista François Hollande na França também afetou a confiança dos investidores, que se preocupam com o comprometimento do futuro presidente francês com medidas de austeridade exigidas pela União Europeia para aliviar a grave crise fiscal da área do euro. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, comentou em uma carta enviada a Hollande a grande responsabilidade de liderar a Europa em meio a tempos difíceis, além de sugerir a necessidade de tomar decisões duras.

O Ibovespa encerrou com queda de 1,40% aos 60.365,48 pontos. No pior momento do dia, o índice atingiu 59.871 pontos (-2,20%) e, na máxima, ficou estável, aos 61.218 pontos. Para Frederico Lukaisus, gerente da mesa de operações da Fator Corretora, o ritmo da Bolsa está muito mais atrelado ao cenário externo do que ao interno, o que pode continuar levando a Bovespa para baixo.

As ações da Petrobras registraram quedas de 1,86% a ON e 1,55% a PN, acompanhando o recuo do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em junho fechou em baixa de 0,95%, a US$ 97,01 o barril, o menor nível desde 19 de dezembro.

Vale também acompanhou seus pares no exterior e a ação ON encerrou com recuo de 2,65% e a PNA, -2,53%. Os contratos futuros de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam quase todos em baixa, influenciados por preocupações com a zona do euro.