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Mercado espera mais inflação e mais juros mesmo após nova alta da Selic

Segundo estimativas do Boletim Focus, ciclo de aumento de juros perdura este ano; previsão é IPCA a 6,69%, mais de um ponto acima do projetado há um mês

Por Larissa Quintino Atualizado em 21 mar 2022, 18h32 - Publicado em 21 mar 2022, 10h27

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou a nona alta consecutiva na taxa básica de juros, a Selic, o mercado estima que há mais para vir por aí. Segundo dados do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 21, pelo Banco Central, a taxa de juros deve encerrar o ano em 13%, acima dos 11,75% ao ano vigentes atualmente. A estimativa é superior aos 12,75% projetados na semana passada. Os analistas consultados pelo BC também veem irradiação de juros altos por mais tempo. Para 2023, os analistas projetaram que o índice chegue a 9%, terceira revisão consecutiva.

O movimento de alta de juros, que começou em março do ano passado, está intimamente ligado com a pressão inflacionária. Na visão dos analistas, porém, ela não deve ceder tão cedo. Para 2022, o mercado prevê novamente a perda da meta, com o IPCA, o índice oficial, encerrando o ano em 6,69%, acima dos 6,65% da semana passada e mais de um ponto percentual além da estimativa do mês passado, de 5,56%. Com a herança da inflação alta em 2021 e fatores de estresse transbordando para 2022, como a alta das commodities, os preços sofreram um novo choque com o conflito entre Rússia e Ucrânia e os seus efeitos no petróleo e em outros produtos, como grãos. Tudo isso deixa a inflação, que já começou o ano acima da margem de tolerância da meta do Banco Central (3,5%, com tolerância de teto de até 5%), ainda mais intensa.

As altas consecutivas nos juros pelo BC são uma ferramenta para que a autoridade monetária não perca a meta pelo terceiro ano consecutivo. Em 2021, ela não foi cumprida. Segundo a projeção do mercado para esta semana, a previsão é que a inflação fique em 3,75%, para o fim de 2023. A estimativa é superior ao centro da meta, de 3,25%, mas dentro da tolerância, que vai até 4,75%.

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