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Manufatura da Alemanha encolhe no ritmo mais rápido em 3 anos–PMI

Por Da Redação 24 Maio 2012, 08h29

Por Alice Baghdjian

BERLIM, 24 Mai (Reuters) – O setor manufatureiro da Alemanha encolheu no ritmo mais rápido em três anos em maio, renovando preocupações sobre a resistência da maior economia da Europa, que provavelmente impulsionou a zona do euro no primeiro trimestre, mas que está começando a mostrar sinais de retração.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit caiu para 45,0 este mês ante 46,2 em abril, de acordo com a leitura preliminar divulgada nesta quinta-feira, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração da atividade.

Essa foi a taxa de contração mais rápida desde junho de 2009 no setor, na medida em que novos pedidos e exportações encolheram no ritmo mais rápido este ano.

Os dados tiraram o brilho do crescimento mais forte que o esperado da Alemanha no primeiro trimestre deste ano, o fez a economia se recuperar de um crescimento fraco e ajudou a zona do euro a evitar a recessão, apesar de ser sido pela margem mais estreita possível.

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Mas como a demanda em mercados de exportação que guiam a Alemanha parece cada vez mais frágil, e incertezas políticas na Grécia colocam dúvidas sobre o resto do bloco monetário, a maior economia da Europa pode estar começando a sentir efeitos de retração.

“A queda de maio na produção manufatureira foi a mais profunda em quase três anos, e o atual período de queda de novos pedidos agora quase atingem a duração, embora não a profundidade, da contração de 2008 e 2009”, disse o economista sênior do Markit, Tim Moore, em comunicado.

A atividade empresarial no setor de serviços cresceu no mesmo ritmo do mês passado com uma leitura de 52,2, ultrapassando as expectativas de uma pesquisa da Reuters de uma queda para 52,0.

No entanto, esse resultado falhou em compensar a taxa de contração na manufatura, e o índice composto -que combina os dados dos setores manufatureiro e de serviços- caiu abaixo da marca de 50 pela primeira vez em seis meses, para 49,6 ante 50,5 em abril.

Tanto novos pedidos como novos pedidos de exportação no setor manufatureiro contraíram pelo 11o mês consecutivo, no ritmo mais rápido desde ano, com leituras de 43,6 e 43,0, respectivamente.

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