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Maia avalia votar de novo urgência para reforma trabalhista

Se aprovado, o requerimento possibilita a supressão de prazos regimentais, o que permitiria a votação da reforma trabalhista na próxima terça-feira

Por Da redação Atualizado em 19 abr 2017, 18h02 - Publicado em 19 abr 2017, 17h24

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu que há divergências na base em relação à reforma trabalhista e disse que avalia se colocará em votação nesta quarta-feira um requerimento para urgência à proposta.

Na véspera, um requerimento semelhante chegou a ser votado, mas não alcançou os 257 votos necessários à sua aprovação –derrota creditada em parte a um erro do próprio Maia, que encerrou a votação pouco depois de iniciá-la, mas também à rebeldia de alguns aliados do governo.

  • “Não teve traição, teve divergência. As pessoas não são obrigadas a dizer amém para o governo. Então cabe também àqueles que são a favor do projeto convencer aqueles da base que estão contra”, disse Maia.

    Entre os pontos criticados está o fim da cobrança do imposto sindical.

    Questionado se colocaria o requerimento de urgência novamente em votação, afirmou que isso “pode” ocorrer. “Estamos avaliando”, disse.

    Se aprovado, o requerimento possibilita a supressão de prazos regimentais, o que permitiria a votação da reforma trabalhista na próxima terça-feira na comissão especial onde tramita e na quarta-feira em plenário.

    A Câmara iniciou a ordem do dia nesta quarta-feira para a análise de emendas a um outro projeto, que estabelece um regime de recuperação fiscal a Estados endividados.

     

    (Com Reuters)

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