ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Lula se reunirá com supermercados para tratar de alta nos preços dos alimentos

Em vídeo publicado no Instagram de Janja, presidente aponta três principais fatores para a inflação dos alimentos; entenda

Por Camila Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 jan 2025, 20h49 • Atualizado em 26 jan 2025, 20h53
  • O presidente Lula afirmou que vai se reunir com redes atacadistas e supermercados para tratar da alta nos preços dos alimentos. A declaração foi dada em um vídeo publicado no Instagram da primeira-dama, Janja Lula da Silva, neste domingo, 26. “Pode ter certeza que nós vamos conseguir esse intento de baixar o preço dos alimentos, pra você comer mais e melhor”, afirmou Lula no vídeo, gravado em uma horta na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência no Distrito Federal.

    Continua após a publicidade

    O presidente atribuiu o aumento dos preços a três fatores principais: a alta do dólar, a interrupção da produção causada por eventos climáticos extremos e o crescimento da renda da população. “Na hora que há um aumento na demanda, ou seja, na hora que o povo pode comprar mais, os vendedores aumentam os preços”, explica o presidente. “E quando os preços aumentam, a gente corre o risco de ter uma inflação”.

    O preço dos alimentos tem pressionado a inflação brasileira e criado preocupações na equipe de Lula, que avalia que o encarecimento das refeições está comprometendo diretamente a popularidade do presidente. A inflação brasileira fechou 2024 com alta acumulada de 4,71%, estourando o teto da meta (4,5%) perseguida pelo Banco Central. O ponto mais sensível é justamente alimentação, que encareceu 7,69% no ano passado, impulsionada principalmente pelo preço da carne, do café e do óleo de soja.

    Continua após a publicidade

    Nas primeiras semanas de 2025, mais uma alta: o grupo de alimentação e bebidas subiu 1,06% e foi o maior responsável pela alta do IPCA-15, índice considerado a prévia da inflação oficial.

    Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, chegou a dizer que o governo estudava “intervenções” para conter os preços, mas voltou atrás depois da repercussão negativa. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou o boato de que o governo pretende relaxar a política fiscal para baratear os alimentos. Segundo ele, a queda do dólar e a grande safra prevista para este ano serão suficientes para conter os preços.

    Ambos os ministros se reuniram com o presidente Lula na última sexta-feira para discutir o tema. Depois do encontro, Rui Costa falou à imprensa que o governo vai reduzir imposto de importação para enfrentar o problema. A medida, no entanto, é considerada paliativa e de alcance reduzido. Outra proposta bem avaliada pelo governo é a melhoria do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Criado em 1976,ele busca incentivar empresas a fornecer alimentação a seus funcionários, com foco sobretudo em trabalhadores de baixa renda.

    Continua após a publicidade

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    O mercado não espera — e você também não pode!
    Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).