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Lula sanciona Orçamento com veto a R$ 400 milhões em emendas parlamentares

Planalto justificou a medida afirmando que dispositivos foram inseridos durante a tramitação no Congresso e 'estavam em desacordo com a lei'

Por Redação 14 jan 2026, 22h15 • Atualizado em 14 jan 2026, 22h26
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 14, a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, que fixa as receitas e despesas públicas para o período de um ano. O Planalto tinha até esta quarta para se manifestar sobre o Orçamento. O ato foi publicado no Diário Oficial da União.

    O presidente vetou cerca de 400 milhões de reais em emendas parlamentares que foram incluídas pelo Legislativo durante a análise do projeto. O Planalto justificou o veto afirmando que “tais dispositivos haviam sido inseridos durante a tramitação do texto no Congresso Nacional e estavam em desacordo com a Lei Complementar nº 210/2024”. A norma citada pelo governo trata do planejamento e execução das emendas parlamentares e foi aprovada em resposta à exigência do Supremo Tribunal Federal (STF) por maior transparência nos repasses.

    Antes da sanção de Lula, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, havia dito que o presidente deveria cortar aproximadamente 11 bilhões de reais em emendas aprovadas pelo Congresso. Com o veto de 400 milhões concretizado, o restante do montante citado pelo ministro deve ser remanejado ou bloqueado pelo Planalto.

    O Orçamento da União para 2026, sancionado por Lula, será de 6,54 trilhões de reais. O governo estabeleceu uma meta de resultado primário de 34,2 bilhões de reais, limitando o crescimento das despesas a 2,5%. O salário mínimo subiu de 1.518 reais para 1.621 reais. As áreas de Saúde e Educação contarão com recursos totais de 271,3 bilhões de reais e 233,7 bilhões de reais, respectivamente.

    Emendas

    O texto da Lei Orçamentária aprovado no Congresso prevê aproximadamente de 61 bilhões de reais em emendas parlamentares. Desse total, cerca de 37,8 bilhões de reais serão destinados a emendas impositivas, de pagamento obrigatório.

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    As emendas individuais, dos deputados e senadores, somam 26,6 bilhões de reais; as de bancada, destinadas às bancadas estaduais, ficaram com 11,2 bilhões de reais. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, somam 12,1 bilhões de reais.

    (Com Agência Brasil)

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