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Lucro do BB despenca 28,7% em 2014

No ano, o resultado líquido sem ajustes extraordinários somou R$ 11,246 bilhões, menor que os R$ 15,758 bilhões de 2013

O lucro líquido do Banco do Brasil caiu 28,7% em 2014 na comparação com 2013 (15,758 bilhões), para 11,246 bilhões de reais, já incluindo o efeito de itens extraordinários. Segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira, no quarto trimestre também houve queda de 2,2% ante o mesmo período de 2013, para 2,959 bilhões de reais. Mas, em relação ao terceiro trimestre de 2014, o lucro líquido dos últimos três meses do ano subiu 6,43%. Entre os efeitos extraordinários que impactaram está a abertura de capital da BB Seguridades em abril do ano passado.

Se considerado o lucro líquido ajustado, que exclui os efeitos de itens extraordinários, a instituição teve alta de 9,6% na comparação anual, elevação de 4,7% entre o terceiro e quarto trimestres do ano passado, e avanço de 24,6% no lucro trimestral em relação ao último período de 2013.

“O resultado obtido no ano refletiu a estratégia de atuação do Banco com foco em linhas de crédito de menor risco, controle das despesas e mudança no mix de captações para reduzir custos”, destaca o BB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

Crédito – A carteira de crédito da instituição cresceu apenas um dígito em 2014, situação que pode se repetir neste ano, segundo suas próprias previsões. A carteira, que considera títulos privados e garantias, fechou 2014 em 760,9 bilhões de reais, avanço de 9,8% em 12 meses, abaixo da previsão feita pelo próprio BB, de alta de 12% a 16% no período. O desempenho ficou aquém do projetado em todas as principais linhas (pessoa física, empresas e agronegócio).

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De outubro a dezembro, as despesas do BB com provisões para perdas com inadimplência somaram 5,2 bilhões de reais, um avanço de 24,4% em 12 meses e de 13,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Isso aconteceu mesmo após o índice de inadimplência da carteira, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, ter tido leve queda na base sequencial, de 2,09 para 2,03%. No último trimestre de 2013, esse indicador fora de 1,98%.

O banco teve o comando trocado na semana passada, após Aldemir Bendine ser nomeado presidente da Petrobras, sendo substituído no BB por Alexandre Abreu.

Além de novo presidente-executivo, o BB também anunciou na véspera dois novos vice-presidentes. José Maurício Pereira Coelho é o vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores, no lugar de Ivan Monteiro, que também deixou o BB para ocupar a mesma função na Petrobras.

Raul Francisco Moreira é agora o vice-presidente de Negócios de Varejo, na posição deixada por Abreu.

(Com agência Reuters)