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Levy sobre rusgas com Barbosa: ‘Fla-Flu não cola’

Desde a semana passada, especulações sobre desentendimento entre os dois ministros têm provocado alvoroço no mercado financeiro

O ministro da Fazenda Joaquim Levy refutou nesta quinta-feira os rumores de que ele e o titular do Planejamento, Nelson Barbosa, teriam se desentendido quanto à definição do tamanho do contingenciamento orçamentário e de medidas de ajuste fiscal. Na porta do ministério, Levy usou uma expressão futebolítica para ressaltar que não há diferenças entre eles: “Tentar criar clima de Fla-Flu não cola. Estão a semana toda tentando criar assunto, mas não cola”.

Na quarta-feira, Nelson Barbosa havia dito que a principal divergência entre os dois se restringia ao futebol: “Ele é Botafogo e eu sou Vasco. Tirando isso, estamos trabalhando conjuntamente para recuperar o crescimento mais rápido possível”, afirmou em audiência pública no Congresso.

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Desde a semana passada, especulações sobre o mal-estar entre os dois ministros provocaram alvoroço no mercado financeiro, o que refletiu até no comportamento da bolsa. Na sexta-feira, quando foi anunciado o contingenciamento no Orçamento, Levy, que defendia uma corte mais pesado, não compareceu, apesar de sua presença ser prevista. O argumento para a ausência foi uma gripe que teria o acometido. Barbosa, então, foi imbuído de informar o tamanho do corte sozinho.

MP 668 – Após considerar como uma “vitória para o país” a aprovação das medidas 665 e 664, que dificultam o acesso a direitos trabalhistas, Levy destacou a importância da votação da MP 668, que eleva os tributos sobre produtos de importação e deve ocorrer nesta quinta-feira. Segundo ele, a proposta “ajuda a indústria nacional”. “A gente tem uma indústria que é extremamente importante para a nossa atividade econômica, até pelos efeitos multiplicadores, além dos efeitos tecnológicos. Então, acho que essa medida completa esse pedaço na nossa estratégia de equilíbrio”, avaliou.

Questionado sobre a mudança no fator previdenciário, cujo texto foi aprovado ontem junto com a MP 664, Levy afirmou que o tema precisa ser melhor dicutido pela sociedade, principalmente num momento de ajuste fiscal. “Se hoje, com o que tem, as empresas não conseguem pagar, imagina se você aumenta o custo da Previdência? Fica a pergunta se o Congresso entende que haveria espaço para mais despesas para a Previdência”, questionou.

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(Da redação)