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Levy sinaliza melhora na economia a partir do 3º tri

Segundo o ministro da Fazenda, após ajustes, risco econômico é menor do que no começo do ano

Por Da Redação 29 Maio 2015, 16h15

No dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou a contração de 0,2% no PIB no primeiro trimestre, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que os riscos para a economia, atualmente, são menores do que os do início do ano. Em sua opinião, “houve uma mudança qualitativa distinta” de cenário. Para o ministro, o segundo trimestre será de transição, que ainda não será captada pelos indicadores econômicos. A previsão do mercado é de aprofundamento da recessão entre abril e junho. O ministro sinalizou ainda que a melhora deve começar a ser captada pelos indicadores no terceiro trimestre.

Segundo o ministro, a queda do PIB reflete “incertezas”, como as vistas no setor elétrico, que há pelo menos dois anos passa por uma crise de escassez de água nos reservatórios hidrelétricos e, por isso, passou a conviver com valores elevados para a eletricidade. Mas, de acordo com o ministro, a alta da tarifa ajudou a reduzir o consumo de energia. “Muita gente tinha dúvida sobre a economia brasileira, o rumo que ia tomar. Muita coisa mudou desde o começo do ano. Vencemos estes desafios imediatos. O primeiro trimestre é reflexo de uma dinâmica que a gente está trabalhando para mudar”, disse Levy.

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Apesar dos números negativos trazidos pelo IBGE, Levy demonstrou otimismo. Para ele, a fase mais crítica do setor elétrico já foi ultrapassada, o que deve contribuir com a melhora também da economia. Ele destacou a melhora dos reservatórios hidrelétricos ao longo do primeiro semestre do ano.

Sobre o ajuste fiscal, Levy afirmou que as medidas são essenciais para que o emprego se recupere e, com ele, o crescimento econômico. “Nós temos visto o desemprego aumentar um pouco e temos que, portanto, tomar ações enérgicas para evitar que a economia possa entrar em algum processo mais extenso de recessão, nós não queremos isso, muito pelo contrário. Nós temos que focar todas as nossas ações, nossa energia para voltarmos a crescer, para criamos empregos, e é por isso que o governo tem tido tanto compromisso em passar, em vencer essas medidas legislativas associadas ao ajuste fiscal para podermos tratar de uma agenda, que é uma agenda de crescimento.”

Levy disse ainda que o Brasil tem sido afetado pela retirada das políticas anticíclicas de parceiros comerciais, como a China, o que força o Brasil a “fazer o mesmo”, ressaltou. “Isso significa que o Brasil está em uma nova fase” e o ambiente é distinto em relação ao de dez anos atrás. “Temos de nos adaptar a isso”, afirmou.

Diferentemente da energia elétrica, o setor petróleo, embora em condições melhores que no início do ano, deve continuar sofrendo os efeitos negativos da queda das cotações de commodities. Segundo Levy, “o impacto da queda do preço das commodities será persistente”.

O ministro participou nesta sexta-feira de palestra na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), em evento de comemoração pelo Dia da Indústria, em 25 de maio.

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PIB primeiro trimestre 2015
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