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Juro de crédito opcional ao crédito rotativo deve subir

A partir de abril, clientes poderão usar o crédito rotativo pelo período máximo de 30 dias

Por Da redação - 3 mar 2017, 13h26

Em meio à expectativa de redução do custo do crédito por conta da queda da taxa Selic, uma linha específica de crédito deve caminhar em sentido inverso, com juros em alta, nos próximos meses. Economistas acreditam que a migração obrigatória de clientes do crédito rotativo do cartão para o parcelamento deverá transferir o risco de calote e, em reação, os juros subirão.

A partir de abril, clientes poderão usar o crédito rotativo pelo período máximo de 30 dias. Após esse período, o banco será obrigado a oferecer uma alternativa mais barata ao consumidor.

Grandes instituições têm indicado que o parcelamento no cartão será a opção. O juro de 161,9% dessa operação é sensivelmente menor que os 486,8% do rotativo. A vantagem, porém, tende a diminuir.

“O parcelamento vai ficar mais caro porque o banco vai receber esse cliente que oferece mais risco”, afirmou o consultor econômico da Fecomércio de São Paulo, Fabio Pina, ao comentar que a existência desse risco explica parte do elevado juro do rotativo.

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Os juros do cartão de crédito na modalidade rotativo subiram 2,2 pontos porcentuais em janeiro sobre dezembro, atingindo o patamar de 486,8% ao ano. A taxa do rotativo no mês é a mais alta desde o início da série histórica desse indicador, iniciada em 2011. O recorde anterior era de dezembro de 2016, quando registrava 484,6%.

(Com Estadão Conteúdo)

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