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Juiz aceita pedido de recuperação judicial da OAS

A partir de agora, as nove empresas terão 60 dias para apresentar um plano para pagar débitos com credores e fornecedores

A OAS informou nesta quinta-feira que o juiz Daniel Carnio Costa, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, aceitou o pedido de recuperação judicial de nove empresas do grupo. São elas: OAS Construtora, a OAS S.A., a OAS Imóveis S.A., a SPE Gestão e Exploração de Arenas Multiuso, a OAS Empreendimentos S.A., a OAS Infraestrutura S.A., a OAS Investments Ltd., a OAS Investments GmbH e a OAS Finance Ltd.. As companhias têm, a partir desta quinta-feira, 60 dias para apresentar o plano de recuperação dos débitos aos credores e fornecedores contraídos até 31 de março de 2015.

O escritório de advocacia Alvarez & Marsal foi nomeado administrador judicial e será responsável por fiscalizar as operações das empresas, verificar a relação de credores, presidir a Assembleia Geral de Credores e, fiscalizar o cumprimento do plano de recuperação aprovado pelos credores. Vale ressaltar que a Alvarez & Marsal não terá, porém, nenhuma função administrativa nas empresas do grupo OAS.

A empresa informou que todas as dívidas que forem assumidas a partir de abril serão integralmente pagas e também que os 100 mil funcionários diretos e indiretos do grupo não serão afetados e terão seus pagamentos de salários e benefícios garantidos.

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“A iniciativa de entrar em Recuperação Judicial foi o melhor caminho encontrado pelo Grupo OAS para renegociar suas dívidas com credores e fornecedores diante da intensa restrição de crédito verificada desde o final do ano passado para as empresas do setor de infraestrutura em razão das investigações na Petrobras”, disse a empresa em comunicado.

A OAS também anunciou a venda de ativos no âmbito do processo “para dar segurança aos investidores de que não correrão risco de ter seu negócio contestado na Justiça pelos credores”. Serão colocadas à venda a participação da OAS S.A. na Invepar, a fatia no Estaleiro Enseada, a OAS Empreendimentos, a OAS Soluções Ambientais, a OAS Óleo e Gás e a OAS Defesa. Também serão negociadas a Arena Fonte Nova e a Arena das Dunas. A Construtora OAS entra em Recuperação Judicial por questões técnicas, já que é garantidora dos financiamentos do Grupo, não por falta de liquidez.