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JP Morgan perdeu até US$ 10 bilhões ao comprar Bear Stearns, diz presidente

Compra foi feita à pedido do governo em 2008. Custos regulatórios também aumentaram com o estouro da bolha e trouxeram mais gastos à instituição

Por Da Redação 10 out 2012, 17h37

O presidente-executivo do banco americano JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse que sua instituição perdeu até 10 bilhões de dólares como consequência da compra da financeira em dificuldades Bear Stearns durante a crise a pedido do governo, em 2008.

“Eu direi que perdemos 5 bilhões de dólares a 10 bilhões de dólares em várias questões relacionadas ao Bear Stearns até agora. E sim, eu classifico essas perdas como injustas”, disse Dimon, em um evento do Conselho de Relações Estrangeiras.

Dimon disse que as perdas derivam de litígios e baixas contábeis, entre outros gastos. Na semana passada, o JPMorgan foi alvo de um novo processo civil do advogado geral de Nova York, que tenta responsabilizar o banco por alegações de que o Bear Stearns enganou investidores ao comprar ativos lastreados em hipotecas. “Eu teria comprado o Bear Stearns sabendo o que sei hoje? É difícil dizer”, disse Dimon.

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Burocracia – Com a crise econômico-financeira, países começaram a restringer a ampla liberdade que dava a seus bancos. Contudo, as instituições vem sentindo em gastos o peso do aumento de burocracia. Ainda segundo Jamie Dimono, os custos anuais regulatórios gerados por novas regulações domésticas e internacionais provavelmente superarão a marca de 1 bilhão de dólares este ano.

Ele explica que os custos derivam da lei de reforma financeira de 2010 Dodd-Frank, além da elevação dos padrões internacionais de capital e da intensificação de regulações da União Europeia.

(Com agência Reuters)

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