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Itaúsa anuncia interesse em compra da Alpargatas

A Alpargatas, dona da marca de sandálias Havaianas, foi vendida para a J&F em 2015 pela Camargo Corrêa

Por Da redação - Atualizado em 26 jun 2017, 19h29 - Publicado em 26 jun 2017, 19h27

A Itaúsa, braço industrial do grupo Itaú Unibancoanunciou nesta segunda-feira que tem interesse em participar do processo de aquisição da Alpargatas liderado pela Cambuhy Investimentos. A Alpargatas confirmou mais cedo hoje que a sua controladora, J&F Investimentos, assinou acordo de confidencialidade com a Cambuhy para vender sua participação na fabricante de calçados. A Cambuhy é o veículo de investimentos da família Moreira Salles

Em comunicado ao mercado, a Itaúsa afirma que o objetivo é adquirir 50% da participação da J&F na Alpargatas, e firmar um acordo de gestão compartilhada com a Cambuhy.

A companhia de investimentos ressalta que não houve celebração de qualquer contrato firmado, e que comunicará a assinatura de qualquer documento vinculativo relacionado à operação.

A Alpargatas, dona da marca de sandálias Havaianas, foi vendida para a J&F em 2015 pela Camargo Corrêa, investigada na Operação Lava Jato.

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Na semana passada, a JBS anunciou um plano de venda de ativos no montante de 6 bilhões de reais. Esse plano prevê a venda de da participações acionária na Vigor e na Moy Park – empresa europeia de alimentos prontos. A JBS também vai colocar à venda a Five Rivers Cattle Feeding – braço de confinamento de bovinos nos Estados Unidos e Europa – e algumas fazendas.

O problema é que a Justiça ameaça barrar os planos da companhia de venda de ativos. A JBS já havia anunciado a venda das operações da companhia na Argentina, Paraguai e Uruguai por 1 bilhão de reais para o grupo Minerva.

Mas a Justiça Federal de Brasília proibiu uma negociação de 300 milhões de dólares. Para o juiz substituto da 10ª Vara Federal, Ricardo Leite, a venda de ativos pode prejudicar o esclarecimento de fatos denunciados na delação de executivos da JBS.

Joesley fechou um acordo de delação premiada depois de gravar conversas com o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Joesleu afirma que Temer consentiu com a manutenção de uma mesada para silenciar o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. O presidente nega as acusações e ameaça processar o empresário.

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(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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