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Itaú vê alta de até 17% na carteira de crédito em 2012

Por Da Redação 8 fev 2012, 12h25

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO, 8 Fev (Reuters) – O Itaú Unibanco estimou nesta quarta-feira uma alta de 14 a 17 por cento em sua carteira de crédito em 2012, num ritmo mais lento que o apresentado em 2011, mas mantendo participação de mercado entre os bancos privados e um índice de inadimplência estável no encerramento do ano.

O banco trabalha com um cenário econômico “razoável, sem grandes crescimentos, mas sem crise”, disse o presidente-executivo do maior banco privado brasileiro, Roberto Setubal, em teleconferência com analistas após a divulgação do balanço da instituição em 2011 na véspera.

“A gente está acreditando que a retomada da economia se dará mais intensamente no segundo semestre”, afirmou o executivo. Com isso, o banco ainda espera que os índices de inadimplência mostrem “uma subida, mas em função da reativação da economia, a tendência é de queda do índice em relação ao primeiro semestre”.

Em 2011, a carteira da instituição cresceu 19 por cento ante uma expectativa do banco de incremento de 16 a 20 por cento. O índice de inadimplência de operações vencidas há 90 dias avançou para 4,9 por cento no fim do ano passado, de 4,2 por cento no encerramento de 2010.

Setubal evitou comentar com detalhes expectativa do Itaú Unibanco para despesas com provisão para perdas esperadas com calotes, o chamado “PDD”, mas afirmou que “num cenário mais básico, não será nada muito diferente do nível de inadimplência.

O Itaú Unibanco também prevê receitas com prestação de serviços e seguros crescendo entre 10 e 12 por cento, depois de um 2011 abaixo da meta de crescimento de 14 a 16 por cento. A instituição espera ainda evolução nas despesas não decorrentes de juros de 4 a 8 por cento este ano e uma melhoria do índice de eficiência de 2 a 3 pontos percentuais.

REDECARD

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O executivo também comentou a decisão do Itaú Unibanco de realizar uma oferta de aquisição das ações que o banco não possui da empresa de cartões Redecard, em uma operação que deve envolver o desembolso de perto de 12 bilhões de reais.

Setubal disse que o impacto da compra dos cerca de 50 por cento das ações que o Itaú ainda não tem da Redecard terá um “impacto bastante próximo de zero no resultado” da instituição nos próximos dois anos.

A operação, que vai acontecer após uma forte valorização das ações da Redecard nos últimos meses, tem um viés mais estratégico ao dar ao banco mais flexibilidade para oferecer a lojistas “soluções de ofertas comerciais mais empacotadas”, disse Setubal.

Ele acrescentou que acredita que, após a operação, a Redecard será capaz de manter as parcerias com bancos que mantém atualmente na oferta de cartões.

“A Redecard já é controlada pelo banco (Itaú) hoje, isso (aquisição do restante das ações) do ponto de vista das relações comerciais não vai mudar alguma coisa”, afirmou Setubal.

A expectativa é manter a Redecard como companhia independente, mas o Itaú pode avaliar mais adiante uma eventual incorporação da companhia, disse.

Sobre eventual amortização de ágio decorrente da oferta pelas ações da Redecard, Setubal afirmou que o banco “será bastante conservador sobre isso. Não estamos computando uma grande amortização desse ágio”.

“É uma parcela longe de ser a totalidade do ágio. É inviável amortizar todo o ágio fiscalmente”, completou.

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