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Iraque afirma que ataque dos EUA não afeta produção de petróleo do país

Ofensiva americana que matou líder iraniano aumentou tensões em mercados internacionais e o barril do petróleo tem alta próxima aos 4% nesta sexta-feira

Por da Redação Atualizado em 7 jan 2020, 12h24 - Publicado em 3 jan 2020, 13h06

O Ministério do Petróleo do Iraque informou nesta sexta-feira, 3, que poucos funcionários de empresas petrolíferas deixaram o país após o ataque dos Estados Unidos em Bagdá, capital iraquiana. A ofensiva matou um dos principais líderes militares do Irã, o general da Força Quds, Qasem Soleimani. Segundo o ministério iraquiano, as operações de produção e exportação de petróleo não foram afetadas.

O Ministério do Petróleo reiterou que a situação nos campos de produção e extração em todo o país é “normal”, lançando assim uma mensagem de calma aos mercados. Mesmo assim, o preço do barril do Brent subia 3,82% no início da tarde, cotado a 68,77 dólares.

Em comunicado, a pasta negou que os funcionários estrangeiros que trabalham nas companhias petrolíferas no sul do Iraque tenham deixado o país, com exceção de alguns de nacionalidade americana. A Embaixada dos Estados Unidos no Iraque pediu aos cidadãos americanos para que saiam imediatamente do país e recomendou que o façam preferivelmente por avião, segundo um alerta divulgado após o bombardeio nas proximidades do aeroporto de Bagdá.

O Iraque, o segundo maior produtor de petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), exporta cerca de 3,4 milhões de barris da commodity bruta por dia.

Preocupação no Brasil

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a ação dos Estados Unidos no Oriente Médio teria como consequência para o Brasil o aumento no preço dos combustíveis, já que o petróleo tendia a ficar mais caro e a Petrobras utiliza cotações internacionais para precificar os combustíveis por aqui. Bolsonaro disse que não é possível intervir no valor, mas salientou que conversaria com o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, sobre as consequências do ataque. O presidente, no entanto, evitou se posicionar sobre o bombardeio americano, dizendo que iria se informar melhor com assessores sobre o que aconteceu.

(Com EFE)

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