IPCA-15 desacelera em junho e reafirma caminho de desinflação
Prévia da inflação ficou em 0,04%, abaixo do 0,51% registrado em maio; combustíveis e alimentos ajudaram no resultado
A prévia da inflação de junho, medida pelo IPCA-15, do Banco Central, ficou em 0,04% no período. O dado vem em linha com as estimativas do mercado, de estabilidade, e demonstra desaceleração em relação a maio, quando a prévia foi de 0,51%. A continuação da desaceleração da inflação é um dos pontos-chave para um corte dos juros sinalizado na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na manhã desta terça-feira, 27, pouco antes da divulgação dos dados do IBGE.
Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 3,40%, abaixo dos 4,07% observados nos 12 meses imediatamente anteriores e dentro da meta de inflação, de 3,25% para este ano, com margem até 4,75%. Em junho de 2022, a taxa foi de 0,69%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados no IPCA-15, seis tiveram alta em junho. Porém, os grupos de maior peso — transportes e alimentação e bebidas — recuaram. Os transportes caíram 0,55%, diante da queda do preço dos combustíveis, que puxou a variação para baixo. A gasolina (-3,40%) foi o subitem com o maior impacto individual. A mudança da política de preços da Petrobras, que reduziu os preços do combustível, ajudou a desacelerar a inflação. No caso da alimentação, o recuo foi de 0,51%, influenciado especialmente pela alimentação no domicílio, que registrou queda (passando de 1,02% em maio para -0,81% em junho), enquanto na alimentação fora de casa houve desaceleração nos preços (de 0,73% para 0,29%).
O IPCA-15 mede a variação dos preços das duas primeiras semanas do mês de referência (neste caso, junho) e das duas últimas do mês anterior (maio).
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