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IPCA-15 de janeiro sobe 0,20%, abaixo da prévia da inflação de dezembro

Alimentos e cuidados pessoais puxaram a alta dos preços, enquanto gastos com habitação ficaram mais baratos

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 jan 2026, 09h08 • Atualizado em 27 jan 2026, 09h30
  • O  IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,20% em janeiro. O resultado é menor que os 0,25% reportados em dezembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número, contudo, é maior que o 0,11% verificado em janeiro de 2024. No acumulado de doze meses, o IPCA-15 alcançou 4,5%, no limite do teto da meta de inflação determinada pelo governo.

    Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, apenas dois apresentaram recuo de preços na primeira quinzena de janeiro: habitação (-0,26%) e transportes (-0,13%). Entre os itens que ficaram mais caros, os destaques foram para saúde e cuidados pessoais (alta de 0,81%), comunicação (+0,73%) e alimentação e bebidas (+0,31%).

    No grupo de saúde e cuidados pessoais, os destaques de alta foram os artigos de higiene pessoal (+1,38%) e o reajuste dos planos de saúde (+0,49%). Já em alimentos e bebidas, o IBGE chama a atenção para a alta de 0,21% na alimentação no domicílio, isto é, nos custos para os brasileiros comerem em suas próprias residências. O aumento interrompeu sete meses consecutivos de queda dessas despesas.

    Com uma disparada de 16,28%, o tomate foi o vilão da primeira quinzena de janeiro, seguido pela batata inglesa (+12,74%). Entre os alimentos que ficaram mais baratos no início de 2026, os destaques foram o leite longa-vida (-7,93%) e o arroz (-2,02%).

    Outro ponto que chama a atenção é a queda dos custos com transportes. Segundo o IBGE, o fenômeno foi encabeçado pelo recuo de 8,92% das passagens aéreas e pelo barateamento de 2,79% nas tarifas de ônibus urbanos. O problema, de acordo com o instituto, é que esse último item só recuou, devido à influência da implementação da política de tarifa zero aos domingos e feriados na cidade de Belo Horizonte, o que reduziu em 18,26% os gastos com transporte urbano no município. A medida foi suficiente para, na média, compensar os impactos dos aumentos das tarifas em outras grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador.

     

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