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Iniciativa privada é ‘quem toca a banda’ no Brasil, diz Levy

Ministro da Fazenda afirmou que reforçará mudanças na política econômica brasileira no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça

Por Da Redação 13 jan 2015, 13h39

Em café da manhã com jornalistas, em Brasília, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, manifestou sua intenção de reforçar para o mundo que o Brasil adotará uma nova política econômica no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). O ministro afirmou que deve participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, com o objetivo de levar ao mundo a mensagem de que “o Brasil é uma economia que tem grandes recursos e com mudanças na sua política econômica”. Levy ainda reforçou que o país é uma economia de mercado, em que a iniciativa privada “é quem toca a banda”.

Levy fez uma comparação do segundo mandato de Dilma a um segundo tempo de jogo de futebol. “A gente vai acertar o jogo no segundo tempo para fazer uma analogia com o futebol. Precisamos sair do zero a zero e arrumar no segundo tempo para começar a fazer gol”, disse.

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Saco de maldades – O ministro da Fazenda também voltou a admitir que o governo poderá fazer alguns ajustes na área tributária. No entanto, afirmou que um eventual aumento de impostos será compatível com o crescimento da poupança nacional e com o impacto nas decisões das famílias. Ao tratar do tema, Levy descartou que o governo prepara um “saco de maldades” ou pacote de medidas com o objetivo de promover a retração econômica.

Segundo ele, o governo tem limitação de gastos e está promovendo ajustes para preservar direitos e corrigir distorções e excessos. Ele citou as reformas em benefícios trabalhistas e previdenciários encaminhadas ao Congresso e que devem trazer uma economia de 18 bilhões de reais este ano. “Essas distorções geram dispêndios e acabam com a capacidade de incluir outros direitos”, justificou.

Na ocasião, o ministro também confirmou que o Tesouro Nacional não fará mais um aporte de despesas orçamentárias de 9 bilhões de reais para Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e afirmou que não pretende “neste momento” mudar as alíquotas do Imposto de Renda (IR). Além disso, Levy também afirmou que o governo quer trazer a dívida pública bruta para a faixa de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) no longo prazo. A dívida bruta em novembro, dado mais recente disponível, representava 63% do PIB.

(Com Estadão Conteúdo e agência Reuters)

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