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Inflação recua e crescimento desacelera na China

Índice de alta dos preços cai a 4,2% em novembro; enquanto a expansão da economia chinesa desacelerou para 9,1% no trimestre

Por Da Redação 9 dez 2011, 14h53

As cifras confirmam o êxito da luta do governo chinês contra a inflação no país

A China anunciou nesta sexta-feira uma forte queda da inflação e disse que manterá uma política monetária prudente em 2012. O índice dos preços ao consumo ficou em 4,2% em novembro, segundo cifras anualizadas, no menor nível desde setembro de 2010, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (BNS). Com relação a outubro, os preços recuaram 0,2%.

Os dados confirmam o êxito da luta contra a alta dos preços no país, que possui o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo. A inflação interanual havia chegado a 5,5% em outubro e disparou 6,5% em julho. Esta vitória contra a alta dos preços, no entanto, acontece num momento em que o crescimento exibe sinais de debilidade. O PIB da China registrou uma expansão de 10,4% em 2010, mas desacelerou para 9,7% no primeiro trimestre do ano, a 9,5% no segundo e a 9,1% no terceiro. O escritório político do Partido Comunista, a mais alta instância dirigente do país, anunciou na sexta-feira que o governo chinês continuará aplicando uma “política orçamentária de apoio à economia” em 2012. O anúncio foi dado antes de uma reunião sobre a política econômica do país. Na reunião anterior, pela primeira vez em 33 meses, o Banco Central reduziu a taxa de reservas obrigatórias dos bancos. Essa medida de flexibilização permitiu às instituições financeiras conceder mais empréstimos e estimular a atividade econômica. A China vê-se agora diante da debilidade da demanda mundial. Em outubro, as exportações do país, tanto para Europa quanto para Estados Unidos, foram reduzidas com relação ao mês anterior. “A grave e complexa situação da economia mundial vai se traduzir inevitavelmente em uma insuficiente demanda”, disse o vice-primeiro-ministro, Wang Qishan, encarregado das Finanças do país. (com Agence France-Presse)

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