Inflação persistente pode levar Fed a elevar juros novamente, diz presidente do Fed
Kevin Warsh afirma que condições financeiras não são restritivas e diz que melhora recente da inflação ainda não é suficiente
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, indicou nesta sexta-feira que o banco central dos Estados Unidos pode ainda não ter encerrado o combate à inflação e deixou aberta a possibilidade de uma nova alta dos juros.
Em seu primeiro discurso como presidente do Fed, durante o simpósio econômico de Jackson Hole, em Wyoming, Warsh afirmou que a recente melhora dos indicadores de inflação ainda não é suficiente para assegurar que os preços estejam em trajetória consistente de retorno à meta de 2% do banco central americano.
“Precisamos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando para nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente. Caso contrário, ainda temos trabalho a fazer”, afirmou.
Warsh não antecipou qual posição defenderá na próxima reunião do Fed nem indicou um cronograma para os juros. Mas sua avaliação da economia reforçou a percepção de que o banco central poderá manter uma postura mais cautelosa, ou até voltar a elevar as taxas, caso a inflação volte a mostrar resistência.
Atualmente, a taxa básica de juros nos Estados Unidos está em torno de 3,6%. Para Warsh, porém, esse nível ainda não parece estar impondo uma restrição significativa à atividade econômica.
“Os mercados de crédito e de empréstimos mostram poucos sinais de restrição da política monetária”, disse. Segundo ele, embora alguns setores, como habitação e agricultura, apresentem sinais de dificuldade, as condições financeiras, de maneira geral, não podem ser consideradas restritivas.
A avaliação ocorre em um momento de divisão dentro do Fed.
Na última reunião, três dirigentes defenderam uma nova alta dos juros, enquanto outros integrantes do banco central têm demonstrado disposição para manter as taxas no







