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Inflação dos Estados Unidos acelera em junho para 0,3%, a maior alta desde janeiro

Alta dos preços deve esquentar o embate entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Federal Reserve, Jerome Powell

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jul 2025, 10h07 • Atualizado em 15 jul 2025, 11h15
  • O CPI, principal índice de inflação dos Estados Unidos, acelerou em junho para 0,3%, após subir 0,1% em maio. Esta foi a maior alta desde janeiro, quando os preços subiram 0,5%. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado e foi puxado pela alta dos preços dos alimentos e da energia. No acumulado de doze meses até junho, a inflação americana atingiu 2,7%.

    O núcleo da inflação, que exclui os preços de alimentos e energia e é a referência para a política monetária do banco central americano, também avançou. A alta em junho foi de 0,2%, o dobro do 0,1% registrado no mês retrasado. Com isso, o núcleo da inflação acumula um aumento de 2,9% nos dozes meses até junho.

    Considerando-se apenas os componentes do núcleo, as maiores altas de junho foram verificadas com despesas médicas (+0,6%) e vestuário (+0,4%). Já os preços de veículos novos e usados recuaram 0,3% e 0,7%, respectivamente, no mês passado. No acumulado de doze meses até junho, as principais altas no núcleo de inflação foram registradas nas despesas com habitação (+3,8%), transportes (+3,4%) e cuidados médicos (+3,4%).

    Quando se analisa a inflação “cheia”, isto é, com as despesas de energia e alimentação, o aumento dos combustíveis foi o que mais pesou no bolso dos americanos no mês passado. O diesel ficou 1,3% mais caro, e a gasolina subiu 1%. A conta de luz também registrou alta de 0,9%, e gás encanado aumentou 0,5%.

    Os americanos também pagaram mais caro para comer fora de casa em junho. O item subiu 0,4%. Já a alimentação no domicílio aumentou 0,3%.

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    As primeiras repercussões da inflação de junho na imprensa americana apontam para um aprofundamento no embate entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Federal Reserve, Jerome Powell, acerca da taxa básica de juros do país, hoje na faixa de 4,25% e 4,5% ao ano. Recentemente, Trump afirmou que os juros estariam, pelo menos, 3 pontos percentuais acima do ideal, reforçando a pressão sobre Powell. O chefe do banco central americano, contudo, tem resistido aos ataques de Trump, que já ameaçou demiti-lo.

    A rede americana de notícias CNN, por exemplo, afirma que os dados de junho mostram uma “reviravolta” na inflação que, até agora, mostrava-se relativamente “mansa”, a despeito do tarifaço aplicado pelo republicano às importações provenientes de praticamente todos os países.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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