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Inadimplência sobe 0,13% no 1° trimestre e atinge 62,7 milhões de pessoas

Resultado mostra desaceleração no crescimento do total de pessoas endividadas; variação trimestral havia sido de 2,38% no mesmo período de 2018

O número de inadimplentes no Brasil teve alta de 0,13% no primeiro trimestre de 2019, totalizando 62,7 milhões de pessoas, mais de 40% da população adulta do país, segundo dados divulgados nesta segunda-feia, 15, pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

O resultado mostra uma desaceleração no crescimento do número de brasileiros endividados, e que, portanto, tem maior dificuldade em conseguir crédito. No mesmo período do ano passado, a variação trimestral havia sido de 2,38%.

Apesar disso, para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o resultado poderia ser melhor. Para ele, o ritmo de recuperação da economia está aquém do esperado e, consequentemente, afeta a melhora dos índices de inadimplência. “O desemprego persiste em um nível elevado e o consumo não esboça um crescimento vigoroso. Apesar da desaceleração da inadimplência neste início de ano, o estoque de pessoas com o CPF restrito ainda é muito alto. O que mais favorecerá um ciclo de queda da inadimplência será uma recuperação mais acentuada do mercado de trabalho e da renda dos trabalhadores”, analisa o presidente.

O número de inadimplentes jovens, com idade entre 18 e 24 anos teve queda de 22,8%, em março, comparado ao mês anterior. Também houve recuo nas faixas etárias de 25 a 29 anos (8,31%) e de 30 a 39 anos (-0,42%). Já entre a população de idade mais elevada, houve alta nos atrasos de pagamento. Idosos entre 65 e 84 anos apresentaram um crescimento de 8,46%. A elevação também foi observada nas faixas etárias de 50 a 64 anos (4,76%) e de 40 a 49 anos (3,29%).

Em termos percentuais, é a faixa dos 30 aos 39 anos que reúne o maior número de consumidores com contas em atraso no país, com 17,7 milhões de brasileiros. “É justamente nessa fase da vida em que a corrida ao crédito acaba sendo inevitável, pois muitos já constituíram família, possuem filhos e assumem mais compromissos financeiros. Em um momento de crise, pode ser difícil equilibrar o orçamento se não houver controle e disciplina”, explica o presidente do SPC Brasil, Pellizzaro Junior.

No recorte regional, o maior número de devedores proporcionalmente à população está na região Norte, como mostra a tabela abaixo:

 

Volume de dívidas

O volume de dívidas no nome de pessoas físicas apresentou queda de 1,07% em março deste ano na comparação com o ano passado, puxado pela diminuição nos setores de contas de telefone, internet e TV por assinatura (-9,56) e o de comércio (-5,91%).  O único ramo que mostrou alta em março foi o setor de água e luz, cujo crescimento foi de 17,20%.