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Inadimplência atinge maior patamar em 9 anos, diz Banco Central

Taxa de juros média para pessoa física dispara e vai a 61% ao ano

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 fev 2026, 17h14 •
  • A taxa de inadimplência do Brasil atingiu a marca de 5,5% em janeiro, alta de 1,1 ponto porcentual na comparação com dezembro. Essa é a maior taxa de inadimplência do sistema financeiro desde 2017. A informação foi divulgada em nota do Banco Central enviada à imprensa nesta quarta-feira, 25.

    A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional aumentou 0,2 ponto percentual no mês, alcançando 4,2%. A inadimplência do crédito às empresas aumentou 0,2 ponto percentual assim como no crédito às famílias (+0,2 p.p.), situando-se respectivamente em 2,6% e 5,2%.

    O endividamento das famílias atingiu 49,7% ao final de 2025, após aumento de 1,3 ponto percentual em doze meses. O comprometimento de renda atingiu 29,2% em 2025, com variação positiva de 1,7 ponto percentual em 12 meses.

    No crédito livre às pessoas físicas, a taxa média de juros alcançou 61% ao ano, com acréscimos de 0,9 ponto percentual no mês e de 6,7 pontos percentuais. em doze meses. Destacaram-se elevações das taxas das operações de cartão de crédito parcelado (+6,8 p.p.), crédito pessoal não consignado (+1,5 p.p.), financiamento para aquisição de veículos (+1,3 p.p.) e crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado (+1,2 p.p.).

    Quanto o sistema financeiro concedeu em crédito em janeiro?

    O saldo das operações de crédito do sistema financeiro totalizou 7,1 trilhões de reais em janeiro, com diminuição de 0,2% no mês. Esse resultado decorreu da redução de 1,7% no saldo da carteira de crédito às pessoas jurídicas, em contraposição ao incremento de 0,7% no de pessoas físicas, com esses estoques alcançando, respectivamente, 2,7 trilhões de reais e 4,5 trilhões de reais.

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    Já o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou 20,8 trilhões de reais (162,6% do PIB), com ligeira queda no mês, -0,3%, devido principalmente à redução dos saldos dos empréstimos externos, -3,4%, impactados pela apreciação cambial de 4,95%. Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 12,6%, prevalecendo as elevações da carteira de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional, 9,9%, e dos títulos públicos de dívida, 19,1%.

    O crédito ampliado a empresas atingiu R$7,0 trilhões (54,7% do PIB), diminuição de 1,2% no mês. Por fim, o crédito ampliado às famílias alcançou 4,8 trilhões de reais (37,7% do PIB) em janeiro, com variações positivas de 0,8% no mês e de 11,7% em doze meses, em função do incremento nos empréstimos do sistema financeiro nacional.

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