Ibovespa sobe mais de 1% em dia de recuperação após fechamento de Estreito de Ormuz
EUA afirma que reservas de petróleo são suficientes para suportar fechamento do canal, mas guerra ainda gera incertezas no mercado
O Ibovespa avançou 1,24% nesta quarta-feira, 4, avançando para os 185,3 mil pontos. O dólar, por sua vez, encerrou em baixa, cotado a 5,23 reais. Os índices de moedas e ações ensaiam uma recuperação após a alta aversão ao risco dos mercados ontem, desencadeada pelos conflitos bélicos de Estados Unidos e Israel contra o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do óleo e gás transportados por via marítima no mundo.
No cenário doméstico de ações, os bancos operaram em movimento de recuperação após as quedas na véspera. O Santander (SANB11) liderou os ganhos com alta de 2,20%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que avançou 1,44%. O Itaú (ITUB4) cresceu 1,42%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) encerrou em valorização de 0,66%.
Hoje, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que as reservas de petróleo dos Estados Unidos são suficientes para suportar o fechamento do Estreito de Ormuz. Além disso, o governo americano disse que pretende proteger navios petroleiros que passarem pelo canal para evitar interrupções na circulação e nas transações globais de petróleo. O preço do barril de petróleo Brent apresentou alta — menor do que as anteriores — de 1,45% e ficou cotado a 82,5 dólares.
“Essa situação é uma pausa técnica depois de uma busca intensa por proteção”, explica Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain. “Agora, o mercado aguarda novos desdobramentos para decidir se retoma o movimento defensivo ou se encontra espaço para alguma acomodação, especialmente se surgirem sinais de acordo em relação à guerra.”
O Livro Bege, relatório que indica como o Federal Reserve, banco central dos EUA, vê as condições da economia do país, também foi divulgado durante o dia. “No geral, as expectativas econômicas eram otimistas, com a maioria dos distritos prevendo um crescimento leve a moderado nos próximos meses”, afirmou a autoridade monetária, que também apontou que o mercado de trabalho está estável.
Mesmo com a guerra travada pelos Estados Unidos, ainda se trabalha com a perspectiva de dois cortes de juros em 2026 por lá. Inicialmente, o primeiro corte era previsto para julho, mas a aposta mais forte foi adiada para 16 de setembro, segundo analistas. A leitura predominante é de dois cortes de 0,25 ponto percentual ainda neste ano.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:





