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Ibovespa sobe 2% e bate novo recorde nominal puxado por alívio global após falas de Trump

Presidente americano retirou taxa de 10% contra os países europeus e reforçou proposta de acordo sobre Groenlândia

Por Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jan 2026, 11h42 •
  • O Ibovespa bate novo recorde nominal nesta quinta-feira, 22, puxado pelo otimismo global após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduzir o tom de ameaça em relação à Groenlândia e retirar as tarifas contra a União Europeia (UE). O mercado também segue atento ao dado do PIB americano, que ficou acima do esperado. No cenário local, os dados da arrecadação tentam dar o tom para um pregão totalmente influenciado pelos rumos da geopolítica.

    Por volta das 11h30 o Ibovespa subia 1,82%, a 174.935,44 pontos. O número simboliza um novo recorde nominal para a máxima intradiária, que era de 171.969 pontos. O dólar recuava 0,11%, a 5,315 reais. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou as tarifas de 10% que iriam recair sobre os países europeus que eram contra a uma provável invasão da Groenlândia pelos Estados Unidos. Em um post em sua rede social Truth Social, Trump disse que a decisão foi tomada após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na qual ambos concordaram com um cronograma para um acordo sobre a Groenlândia.⁣

    Bruno Yamashita, analista de alocação e inteligência da Avenue, afirma que essa medida tem pautado todo o mercado global e trazido alívio para investidores. “Isso ajudou até o mercado americano, que passava por uma espiral negativa de venda de ativos”, afirma Yamashita.

    Já no noticiário econômico, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 4,4% no terceiro trimestre de 2025, ante avanço de 3,8% registrado no segundo trimestre. O número ficou acima do esperado pelo mercado, que esperava uma alta do PIB de 4,3%.

    A atualização substitui a terceira estimativa prevista para 19 de dezembro de 2025, a qual foi adiada devido à paralisação do governo. O avanço do PIB no trimestre refletiu principalmente o aumento do consumo, das exportações, dos gastos do governo e dos investimentos, enquanto as importações recuaram.

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    O número reforçou a tese de manutenção de juros pelo banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), na próxima reunião de 28 de janeiro. Segundo a plataforma FedWacth, 95% do mercado espera que os juros devem se manter no patamar entre 3,5% e 3,75%.

    Ainda assim, a maioria dos analistas ainda precifica um corte de juros de 0,5 ponto percentual para o fim de 2026, com os juros americanos encerrando o ano entre 3% e 3,25% ao ano. A queda de juros nos Estados Unidos abre ainda mais o apetite do investidor estrangeiro, o que é outro fator para atrair fluxo de capital para o Ibovespa seguir quebrando recordes.

    No cenário local, a arrecadação federal chegou a 2,886 trilhões de reais em 2025, alta real de 3,65% na comparação com 2024. Em dezembro, a arrecadação cresceu 7,46%, totalizando 292,724 bilhões de reais. Atualizando pela inflação, os números de dezembro foram os maiores para o mês em toda a série histórica. No entanto, sem correção, a arrecadação mostrou alta de 12,04%.

    Em suma, o otimismo com os mercados emergentes continua no radar. A precificação do corte de juros nos Estados Unidos ao longo de 2026 e o tom mais brando de Trump trazem o investidor estrangeiro para a Bolsa brasileira.

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