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Ibovespa fecha em queda e encerra sequência de altas após encostar em recorde

O índice chegou a esbarrar próximo dos 135 mil pontos ao longo do dia, mas acabou perdendo o fôlego com aposta de elevação na Selic

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 ago 2024, 17h16

O Ibovespa, principal índice da B3, interrompeu a sequência de oito altas consecutivas e encerrou o pregão com queda de 0,15%, aos 133,9 mil pontos. O índice chegou a esbarrar próximo dos 135 mil pontos, aos 134.764 durante as negociações — a nova máxima intradia–  mas perdeu força durante a tarde.

O mercado reagia com otimismo com ao Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), conhecido como a “prévia” do PIB, que superou as projeções, alimentando expectativas de um desempenho econômico mais robusto. No entanto, essa dinâmica elevou a curva de juros, sugerindo uma possível alta da Selic na próxima reunião do Copom. Uma atividade econômica mais forte tende a aumentar a pressão inflacionária, e o “remédio clássico” para combater a inflação é o aumento dos juros. Com isso, o mercado passou a apostar em uma alta de 0,5 ponto percentual na Selic. “Essa expectativa ganhou ainda mais força após a declaração de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, afirmando que fará tudo o que for necessário para trazer a inflação de volta à meta”, diz o economista Alexsandro Nishimura, sócio da Nomos.

O chefe de renda variável e sócio da A7 Capital, Andre Fernandes, explica que a abertura na curva de juros pressionou o Ibovespa durante a tarde, “levando os investidores a realizarem lucros em algumas posições e buscarem proteção em certos ativos”.

Apesar de encerrar o pregão no vermelho, o Ibovespa acumula ganhos de 3% na semana. Além disso, as perspectivas para a bolsa continuam positivas. O otimismo é influenciado pela expectativa de afrouxamento monetário nos Estados Unidos e pela entrada expressiva de capital estrangeiro na bolsa brasileira ao longo de agosto. Em julho, a entrada líquida na B3 alcançou R$ 7,35 bilhões, revertendo as saídas significativas registradas em janeiro e fevereiro – considerados os piores meses do ano – que somaram R$ 7,90 bilhões e R$ 8,77 bilhões, respectivamente.

Até junho, o saldo acumulado de saídas era de R$ 11,10 bilhões. No entanto, essa tendência começou a se reverter em julho. “O investidor estrangeiro segue com apetite para a bolsa brasileira, demonstrando que vê bom crescimento para o país, reforçado pelos bons resultados das empresas em relação ao segundo trimestre de 2024, que em boa parte surpreenderam positivamente as projeções do mercado, e isso acabou atraindo esse fluxo”, diz Fernandes.

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O estrategista da Empiricus, Matheus Spiess, destaca que a postura mais assertiva adotada pelo Banco Central do Brasil, após a instabilidade na comunicação em maio, também foi crucial para esse cenário positivo. “A comunicação mais clara e determinada da autoridade monetária reforçou a confiança do mercado, estabilizando as expectativas e fortalecendo as negociações”, diz.

No entanto, essa maré favorável ainda enfrenta desafios, especialmente no campo político. O embate entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso sobre a execução das emendas impositivas, condicionada à maior transparência nos repasses, ameaça paralisar outras pautas cruciais para o governo. Embora a medida do ministro do STF, Flávio Dino, conte com o apoio de Lula, ela tem gerado insatisfação entre os parlamentares, o que pode resultar em maior resistência do Congresso na aprovação de propostas essenciais para aumentar a arrecadação. Essa incerteza política surge em um momento crítico, quando o governo precisa atingir um superávit de R$ 36 bilhões até dezembro para cumprir a meta fiscal mínima.

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